Eleitor brasiliense terá que tirar novo título eleitoral

Nas próximas eleições, eleitor de Brasília se identificará com a impressão digital.

Com base na Agência Brasil e no portal do TRE-DF

O Distrito Federal será a primeira Unidade da Federação a operar integralmente com a identificação digital

Os quase dois milhões de eleitores no Distrito Federal terão que tirar novo título eleitoral. É que nas Eleições Gerais do ano que vem, todos os eleitores da Capital Federal vão ser identificados por meio da biometria – leitor pelas impressões digitais. A mudança busca reduzir a possibilidade de fraude, ampliando a segurança e a rapidez do processo de votação. Um novo título será emitido na hora.

O recadastramento já começou e estará acontecendo até o dia 31 de março de 2014. Esta será também uma grande oportunidade para que mais de 200 mil eleitores residentes em Brasília, mas detentores de título eleitoral em outro Estado, transfiram para cá seus domicílios eleitorais.

O recadastramento é obrigatório a todos os eleitores, inclusive para aqueles cujo voto é facultativo, ou seja, para os analfabetos e quem tem entre 16 e 18 anos ou mais de 70, mas que tenha título de eleitor. Ao todo, são 20 cartórios e seis postos eleitorais à disposição. Também estão previstos 20 mutirões até o prazo final, mas as datas vão depender da adesão da população durante o período.Quem não se recadastrar neste período terá o título cancelado. A partir de hoje, os cidadãos que forem tirar o título pela primeira vez no Distrito Federal já serão identificados pela biometria.

Agendamento

Para facilitar e agilizar o atendimento, os eleitores deverão agendar o recadastramento a qualquer hora por meio do site do TRE  , ou pelo telefone (61) 3048 4000, de segunda a sexta-feira, entre 12h e 19h. O eleitor pode escolher o dia e horário que deseja ser atendido e também indicar em qual dos 20 cartórios eleitorais ou dos sete postos de atendimento, inclusive no Na Hora da Rodoviária, quer ser apresentar.

Ao pedir o agendamento, o eleitor deve ter em mãos o número de seu título de eleitor. Consulte aqui o seu título.

O recadastramento é gratuito e o eleitor deve apresentar os seguintes documentos:

  • título de eleitor,
  • documento de identificação oficial e
  • comprovante de domicílio.

Como documento de identificação serão aceitos a certidão de nascimento ou casamento; carteira de identidade; carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, ou controladores do exercício profissional  e carteira de trabalho e previdência social. Já o comprovante de domicílio deverá ter sido emitido entre os 12 e três meses anteriores ao comparecimento do eleitor para a revisão.

Os homens maiores de 18 anos que forem tirar o título pela primeira vez devem apresentar, também, o certificado de quitação do serviço militar.

O procedimento é simples e deve durar menos de 10 minutos. Após o registro das digitais de todos os dedos das mãos, o eleitor deve assinar digitalmente o próprio nome e tirar uma foto. Os novos títulos já passarão a ser emitidos por meio dessa tecnologia, e o cidadão que se recadastrar receberá um novo documento na hora.

Sem o título, o cidadão fica impedido de emitir passaporte, obter empréstimo em bancos públicos, tomar posse em cargos da administração ou matricular-se em instituição de ensino, por exemplo.

Biometria

recadastramento biométrico, iniciado em 2007, tem como objetivo habilitar os eleitores brasileiros para serem identificados por meio de suas impressões digitais nos pleitos oficiais realizados pela Justiça Eleitoral. Até o momento, mais de 7,7 milhões de eleitores de 299 municípios do país já foram submetidos à revisão eleitoral com coleta de dados biométricos e já utilizaram a nova tecnologia nas eleições municipais do ano passado.

O objetivo do uso da biometria nas eleições é conferir ainda mais segurança à identificação do eleitor no momento da votação, pois o leitor biométrico acoplado à urna eletrônica deve confirmar a identidade de cada eleitor, comparando o dado fornecido (impressões digitais) com todo o banco de dados disponível. Com isso, fica praticamente inviável a tentativa de fraude na identificação do votante, uma vez que cada pessoa tem impressões digitais únicas.

A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral é que, até 2018, todos os eleitores do país sejam identificados pelas impressões digitais nas eleições.

Acesse folder do TRE-DF com mais informações.

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Sobre Brasília por Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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4 respostas para Eleitor brasiliense terá que tirar novo título eleitoral

  1. Reblogged this on Blog do Prof. Matheus and commented:
    É uma possibilidade de se evitar fraudes. Será o suficiente?

  2. ivonei antonio carneiro disse:

    Depende a que tipo de fraude esteja se referindo. Não participo da teoria da conspiração, mas acredito na tese que circula nas redes sociais, onde pergunta-se porque somente a forma de se eleger um candidato é a única coisa eu aparentemente funciona no Brasil. associando o fato a nossa realidade, não se pode desprezar tal questionamento. Tudo no nosso pais vai mal, porque somente as eleições usa tecnologia de ponta, os resultados das eleições são processados rapidamente. Mas pergunto como é gerido o sistema eleitoral informatizado, quem tem acesso aos dados das urnas, porque não são lançados no site to TRE o resultado por urna. Porque não é dado ao eleitor o acesso ao sistema, mediante o número de seu título de eleitor e senha pessoal, para que possa verificar se o voto constante do sistema foi o mesmo que fez no dia das eleições. Da maneira como funciona, onde ninguém tem acesso a nada, não se pode verificar se o voto dado no dia das eleições foi realmente computado ao candidato escolhido ou foi para outro?

    • Caro Ivonei
      Suas considerações são bem importantes. Algumas delas já até existem, mas pouca gente sabe. O resultado eleitoral urna a urna é público, só que sai muito tempo depois das eleições. Creio que o recente exemplo da eleição da Venezuela é bastante ilustrador. Lá o sistema prevê a impressão do voto e 48% das urnas tem auditagem obrigatória. Se fort o caso, como foi na última eleição de Maduro, o restante 52% é auditado. E a auditoria lá serviu para sanar as suspeitas de eventual fraude. Aqui não há o voto impresso e o sistema eletrônico, todos nós suspeitamos que seja passível de sofrer interferência de um hacker mais inteligente.

  3. Pingback: A urna eletrônica é segura? A biometria elimina todos os riscos de fraude? | Brasília por Chico Sant'Anna

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