Já recebeu a primeira parcela do 13º?

At quando o 13 salrio deve ser pago

Papai Noel está chegando e você está curto de grana. Mas e o seu 13º salário? Já recebeu a primeira parcela?

Terminou no dia 30 de novembro o prazo para que os empregadores pessoas jurídicas e físicas pagassem a primeira parcela do 13º salário. Ou seja, vale para empregados em empresas e trabalhadores domésticos. Essa parcela equivale à metade do valor global a que tem direito o trabalhador.

Os empregadores domésticos, quando preencherem o formulário do e-social serão alertados sobre a necessidade de se incluir a primeira essa primeira parcela.

Se você não recebeu, pode reclamar. Já a segunda parcela deve ser paga, impreterivelmente, até o dia 20 de dezembro.

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Há empresas, contudo, que pagam a primeira parcela do 13º no mês de aniversário do empregado, em Julho ou no mês em que o assalariado tira férias. Essas são fórmulas normalmente acordadas com os sindicatos das respectivas corporações. Quem já recebeu a primeira parcela em um momento anterior, não tem direito a receber qualquer quantia em novembro. Só vai receber a segunda parcela em dezembro.

Quem tem direito ao 13º salário?

Todo assalariado que tenha trabalhado com a carteira assinada por pelo menos quinze dias, tem direito ao 13º. O valor a ser pago é proporcional ao tempo trabalhado ao longo do ano e aos valores recebidos. Quem faz horas extras ou tem remunerações variadas, tais como comissões, recebe a média dos valores pagos. A remuneração inclui todos os valores recebidos pelo trabalhador, como horas extras, adicional noturno, comissões, gorjetas, dentre outros.

Quem não trabalhou o ano inteiro, recebe um valor proporcional aos meses trabalhados. Para cada mês trabalhado, calcula-se um doze avos do salário. Quem trabalhou dez meses, recebe dez doze avos. Para calcular certinho, divida a remuneração por 12 e multiplique pelo número de meses que trabalhou. Exemplo: Um remuneração de R$ 1.000 (incluindo todos os benefícios). Se você trabalhou o ano todo pegue R$ 1.000 e divida por 12, O resultado será R$ 83,33, multiplique, então por 10 (nº de meses trabalhados), o seu 13º será de R$ 833,33.

O 13º é devido a quem está sob contrato de experiência ou mesmo trabalho temporário, Mulheres em em licença-maternidade também recebem, mas de forma diferenciada: uma parte do pagamento é parte paga pelo INSS e outra parte pela empresa. A do INSS é entregue com a última parcela do salário-maternidade. A parte paga pela empresa segue o mesmo calendário: metade até 30/11 e a outra metade até 20/12.

E se não pagarem o 13º ?

Se isso acontecer com você, converse primeiro com o seu empregador ou com o setor de RH da sua empresa, caso não se resolva, formalize uma denúncia ao Sindicato ou à delegacia regional do Ministério do Trabalho. O sindicato pode entrar com uma ação coletiva contra a empresa se muitos trabalhadores fizerem reclamações. O Ministério do Trabalho vai fiscalizar e aplicar sanções, como multas.

Mas para receber o dinheiro você terá que exigir mediante uma Reclamação Trabalhista na Justiça. Para entrar com essa ação, você pode pedir ajuda ao sindicato da sua classe ou procurar um advogado para que o represente.

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Urbanismo: Conam-DF fará pente-fino na Quadra 500 do Sudoeste

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Localizada às margens do Eixo Monumental, a área para fins institucionais, inicialmente da Marinha do Brasil, foi permutada com a construtora Antares. Lá a empreiteira deseja erguer as quadras 500 e 501 do Sudoeste, abrigando 22 prédios residenciais e seis comerciais. Os oponentes ao projeto imobiliário defendem que ali abrigue o Parque das Sucupiras.

Por Chico Sant’Anna

 

Preservar a última mancha urbana de cerrado no Plano Piloto ou autorizar a construção de 28 prédios? Decisão sairá no Conam-DF

 

Os defensores do meio-ambiente e da preservação do Plano Piloto, em especial do Sudoeste, ganharam mais tempo. O Conselho de Meio-ambiente do DF decidiu fazer um pente fino no processo de liberação da obra do que foi denominado Quadra 500 do Sudoeste.

Localizada às margens do Eixo Monumental, trata-se de uma das últimas manchas originais de cerrado no Plano Piloto; A área para fins institucionais, inicialmente da Marinha do Brasil, foi permutada com a construtora Antares. Lá surgiriam as quadras 500 e 501 do Sudoeste, abrigando, num espaço de 140 mil metros quadrados, 22 prédios residenciais e seis comerciais. Os oponentes ao projeto imobiliário defendem que ali abrigue o Parque das Sucupiras.

O projeto Quadra 500 avança e retrocede há anos nas esferas administrativas do GDF e judiciárias. Agnelo Queiroz e Geraldo Magela quiseram inseri-lo no PPCUB, mas a mobilização social não permitiu.

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A Associação Parque Ecológico das Sucupiras (APES) solicitou o cancelamento ou a revisão da licença concedida para o início da obra. Alega que a presença de mais 4.000 novos moradores, uma frota adicional de 3.200 veículos – segundo os cálculos da empreiteira -, sem contar com visitantes e consumidores, iria impactar em demasia o meio-ambiente e a mobilidade urbana, já tumultuada no local. Segundo o secretário do meio-ambiente, André Lima, a autorização pregressa do projeto não foi submetida ao Conselho de Meio-Ambiente do DF e que há indícios de que o projeto foi alterado para abrigar uma população ainda maior, o que levaria obrigatoriamente um novo exame.

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Poema de Fim de semana: Pedrinhas

lencois-ma-dez-2013-editado-86Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Seixos. Ame-os, ou, deixe-os
[Parafraseando Leminski].
E convidando, de súbito,
Que não sejamos corruptos
E voltemos ao mundo das crianças.

Riquezas, quantas as tínhamos,
Incontáveis na conta do faz de conta.
E que até poderiam contábeis,
Guardadas, conchinhas do mar,
Ou figurinhas de álbum.

Dormíamos abraçados a tesouros
De fazer babar a Ali.
Mas, caso prefiram areias,
Podem ir até às madeixas
Rememorando castelos, no ar.

Para quem for infinito
No seu azul de janelas,
O céu nunca é limite.
E até compramos na planta
Condomínios de nuvens.

Pode também ser que alguém
Cisme de nos acordar
Com perguntas de gente séria,
Ao som de “Que país é este?”
Mas, o Éden nem fica a Leste.
Vem, vamos brincar?

Ouvi dizer que em Pedrinhas,
Pessoas perigosas esfaqueiam
Lembranças de seus melhores dias:
Aqueles em tinham tudo
Sem ‘nada no bolso ou nas mãos’.

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Poema no meio da semana: Vida que sim

ceu-araguaiaPor Ana Rossi

 

Vida que vai
vida que volta
onda que sai
onda que torna

Vida que vem
vida que sem
onda que mais
onda que sai

Vida que mais
vida que bem
onda que traz
onda do bem
 

Vida que sim
onda do sim

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Desemprego e subemprego: cada vez mais graves no DF

carteira-do-trabalho-com-efeitoJovens com menos de 24 anos são os que mais sofrem com a falta de emprego.

Por Chico Sant’Anna, com base no IBGE

O governo Rollemberg vai chegando ao final de seu segundo ano de gestão com graves indicadores sociais. O mais recente é o do desemprego. Segundo o levantamento Condição de ocupação da população do DF do IBGE, o percentual de pessoas desocupadas atingiu seu maior valor no trimestre de julho-setembro de 2016 (8,1%), um aumento de 1,5 ponto percentual, quando comparado ao mesmo trimestre de 2015. É o maior valor desde o início da pesquisa, iniciada em 2012.

Do total de 2.407.000 pessoas com 14 anos ou mais de idade, 50.000 pessoas estão no que popularmente é conhecido como bico. Os economistas chamam de subocupadas. Além de um quantitativo grande, o pessoal que está no subemprego é cada vez mais volumoso em Brasília. Há, segundo o IBGE, um aumento progressivo da quantidade de pessoas subocupadas, gerando maior pressão no mercado de trabalho.

A força potencial de trabalho é composta por dois grupos: pessoas que buscaram efetivamente no período por uma oferta de trabalho, mas não encontraram; e por pessoas que, não haviam realizado busca efetiva por trabalho, mas gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar. No terceiro trimestre de 2016, o total de pessoas na força potencial de trabalho foi de 58.000 (2,4%), sendo mais frequente no sexo feminino (33.000 ou 57% da força potencial).

No DF, são os jovens, com idade entre 14 a 24 anos, as maiores vítimas do desemprego ou subemprego. De cada cem pessoas nessa situação, mais de setenta (71,5% ) pertencem a esse grupo de idade. O mesmo ocorre quando analisada a taxa combinada de desocupação e força de trabalho potencial do Distrito Federal: os jovens de 14 a 17 anos de idade permanecem como grupo predominante (66%), seguido pelos jovens de 18 a 24 anos (33,7%).

 

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Quais são os partidos com mais filiados no DF e Entorno?

logo-psdb-pmdbPor Chico Sant’Anna

 

Qual é o maior partido do Distrito Federal? PMDB? PT? Que sempre monopolizaram a disputa local.

Errou quem apostou nessas opções. O maior partido do DF, segundo os dados de outubro de 2016, é o PSDB. São 27.900 tucanos com carteirinha. O PMDB, que até outubro de 2015 era a maior agremiação, caiu para segundo lugar, com 25.539 filiados. Do outro lado da tabela, o Partido da Causa Operária, com 38 filiados, e o Partido da Mulher Brasileira, com 19 membros, são os menores partidos. Ao todo, existem 35 partidos legalmente em funcionamento na Capital Federal e 189.869 pessoas estão filiadas a eles.

Na lista dos maiores partidos, aparecem ainda, o Democratas, que mesmo envolvido no escândalo da Caixa de Pandora, é a terceira maior agremiação, com 18.584 filiados, seguido pelo PSC e pelo PP, com respectivamente 14.102 e 13.942 filiados.

militantes-do-psolEsquerda

O PT é o 6º, do mesmo tamanho, praticamente, de um ano atrás (13.890 filiados). A Lava Jato e o desempenho do governo Agnelo parecem que não afetaram os quadros partidários. PDT e PR despontam em seguida, com 12.458 e 11.357 membros, respectivamente. O PSB do governador Rollemberg é o 11º, com 5.322 filiados, 40 a menos do que há um ano.

O Psol, que em 2010 teve seu candidato a governador como o terceiro mais votado, cresceu 1.25%, conta com 2.917 filiados. É o 15º maior partido.

A cisão verificada no PSTU, que fez surgir o bloco dissidente Mais, parece não ter afetado o volume de filiados no DF. De 2015 para 2016, apenas três pessoas deixaram formalmente o partido, 29º colocado.

Sobe e desce

Quem mais cresceu foi o Solidariedade, do deputado federal Augusto Carvalho, e da distrital, Sandra Faraj. Pulou de 290 para 5.815 filiados. 62% estão no triângulo Taguatinga/Ceilândia/Samambaia, informa o blog Política DF em números.

Dos 35 partidos existentes no DF, 15 reduziram seus quadros. Rede (- 2,65 %), PMN (- 1,39 %) e PEN (- 1,36 %), PHS (-1,18%), PT do B (-1,13%), são os destaques de queda.

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Publicado originalmente na coluna Brasilia, por Chico Sant’Anna, no semanário Brasília Capital

Entorno

Nas 22 cidades da Região do Entorno do DF, 84.376 pessoas são filiadas a algum partido político. O PMDB (7.926 filiados), apesar de ligeira baixa, continua liderando a preferência, à frente do PSDB (7.480) e do DEM (6.346), informa Marc Arnoldi em seu blog Política DF em números.

Em termos partidários, o Entorno demonstra ser bem conservador. PTB (6.199) e PP (6.131) são os partidos que despontam depois dos três maiores e só na sexta posição aparece o PT (5.899) e, em oitavo, o PDT (4.000).

Os quatro partidos com menos filiados no Entorno do DF são PCB (133), PSTU (62), PCO (27), e o Novo (15). A lista dos filiados a partidos no Entorno pode ser vista aqui.

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Invasão chique no Park Way

ocupacao-na-17-closeÁrea de 20 mil metros com vegetação natural de cerrado é apropriada por morador do Park Way

Por Carlos Cristo*

 

Quem caminhasse nesse domingo (20/11) de chuva pela vizinhança da quadra 17, do Park Way, iria se deparar com uma inacreditável construção de uma cerca, tipo alambrado industrial, revestido de chapa metálica, com mais de 2 m de altura, se apropriando de área verde estimada em uns dois hectares (20 mil metros² de mata original de cerrado. No meio do terreno, podia se ver manilhas de cimento e um monte de areia. Até um portão já tinha sido instalado.

O responsável pela apropriação indevida de área pública foi identificado: um morador do condomínio vizinho. Imediatamente, a administração Regional do Park Way foi comunicada e o chefe de Gabinete, se fez presente e foi informado pelo morador que ele disse ter perguntado ao recepcionista da Administração Regional se poderia cercar o terreno e a uma vizinha, antiga moradora do bairro, e que não obteve nenhum posicionamento contrário ao cercamento. A justificativa para toda esta agressão ao meio-ambiente, numa área inserida na Apa Gama-Cabeça do Veado, seriam sucessivas invasões de sua casa – três – registadas na polícia civil, segundo ele. As invasões teriam partido dessa área verde, pública.

Entre os que ouviram tal história, o sentimento foi de estranheza, tanto a narrativa das “orientações” recebidas quanto da justificativa.  No lugar de cercar uma área pública, maior segurança seria reforçar o perímetro do próprio lote. A edificação dessa cerca permitiria muito mais impedir que de fora, os vizinhos pudessem verificar o que estaria sendo feito dentro da área pública. Há suspeita de que a mata de cerrado fechado daria lugar a instalações de lazer, tipo quadra de esportes, por exemplo, … a instalação de um amplo portão de correr e de manilhas para drenagem pluvial, sugere usos outros usos do que a simples proteção.

Diante da resistência dos moradores, a direção da Associação dos Moradores e Amigos do Córrego do Mato Seco – Amac  acionou o comando da Polícia Militar Ambiental, a Agefis e o secretário de Meio-Ambiente, André Lima. A presidente da Agefis, Bruna Peres Pinheiro, respondeu que já estava tomando as providências necessárias e que ” essa invasão não ficará lá”.

A Amac entende que o Park Way, com as suas manchas de vegetação nativa. em hipótese alguma, pode ser descaracterizado, pois isso resultaria em prejuízo à qualidade de vida e ao patrimônio ambiental.

É no Park Way que corre o Ribeirão do Gama, principal afluente do Lago Paranoá. Retirar suas matas pode prejudicar o córrego e toda a população de Brasília, que já vive uma crise hídrica.

As questões de segurança devem ser conduzidas via o Conselho de Segurança do Park Way – Conseg. O Park Way, embora a sua potencial vulnerabilidade, é uma das regiões mais seguras, do DF.

As áreas públicas merecem um estudo criterioso. Para algumas, a anexação pode ser positiva, mas o uso privado, deve ser regulamentado e taxado. Outras devem ser abertas ao uso comum e preservadas com flora original.

*Arquiteto e Urbanista, diretor da Amac e Membro do Conselho Local de Planejamento do Park Way.

Em menos de 24 horas, invasão chique de área pública é retirada

ocupacao-qd-17-retirada-2Conforme o comandante da Polícia Militar Ambiental do DF, Rogério de Miranda, e a presidente da Agefis, Bruna Peres Pinheiro, haviam prometido à comunidade do Park Way, de que “essa invasão não ficará lá”, numa ação imediata e efetiva, a Polícia Militar Ambiental e ocupacao-qd-17-retiradademais órgãos do GDF retiraram na manhã da segunda-feira 21/11 as estruturas que estavam sendo usadas para a apropriação de área pública, área de cerrado original.

Foi necessário um trator, do tipo pá mecânica, para retirar as estruturas metálicas, inclusive um portão em chapa dobrada de acesso à área pública cercada, conforme demonstram as fotos distribuídas pela Polícia Militar. Segundo a presidente da Agefis, o responsável pela invasão pagará todo o custo da operação e levará uma multa por invasão de área pública. Participaram da ação agentes da subchefia de Ordem Pública e Social (Sops), da Casa Militar, da própria Polícia Militar e da Agefis.

 

 

 

 

 

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Você conhece os artistas de Brasília? Conheça aqui os mosaicos de Renato Klein

renato-klein-e-sua-obra-closeA arte de Renato Klein mostra uma serrana em mosaicos.

Texto e fotos de Higor Souza, publicado originalmente no Jornal de Sobradinho
Há 12 anos trabalhando com mosaico, o artista plástico Renato Klein de Magalhães, de 58 anos, apresentou ao Jornal de Sobradinho o projeto Mosaicando Sobradinho, que visa revitalizar vários espaços urbanos da região, inclusive prédios e paradas de ônibus.

Renato Klein é proprietário do Ateliê Renato Klein Mosaicos. Morador de Sobradinho há sete anos, ele explica que o projeto consiste em revestir vários espaços com mosaicos, o que torna visualmente a cidade mais limpa e requer baixo valor de manutenção. “Na época em que eu apresentei o projeto Mosaicando Sobradinho à Administração Regional e à Câmara Legislativa do Distrito Federal, ele estava orçado em R$ 380 mil. Nosso trabalho iria contar a história da cidade através de painéis espalhados por vários lugares”. O artista também conta que entregou o projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal há oito meses e que torce para que saia logo do papel.

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Sua proposta contempla revestimento dos nomes de Sobradinho e Sobradinho II, ambos localizados na entrada das cidades, painéis espalhados no muro do Estádio Augustinho Lima, letreiro do Parque Bequitibá e algumas paradas de ônibus. “O custo de manutenção para o governo seria praticamente zero, porque não precisa ficar pintando. Ele fica lá eternamente”.

mosaico-mulher-closeAtravés dos trabalhos realizados por Renato Klein, o artista foi credenciado pela secretaria de Cultura do Distrito Federal. “Recebi a credencial a partir dos projetos e execução dos painéis das creches construídas no Governo do Distrito Federal”. Entre as várias obras de Klein, uma está na creche da quadra 2 de Sobradinho e uma outra está em uma creche de Sobradinho II. Além dessas, há obras dele também em outras regiões, como Águas Claras, Brazlândia, Samambaia, Lago Norte, Asa Norte, Santa Maria e em outras cidades, inclusive em Pintópolis, em Minas Gerais.

Segundo o artista, o projeto contará a história da cidade e mostrará a parte folclórica da região. “Farei painel de mosaico em volta da Administração Regional de Sobradinho. Porém, respeitando os desenhos que já existem lá. Meu trabalho também contará a história do João de Barro do Boi de Seu Teodoro”.

paissagemAtualmente, Renato Klein finaliza uma obra de 1,4 metro de altura por 2,78 de largura. Conforme explicou o artista, uma obra como essa demora em torno de uma semana, se ele trabalhar direto.

Quando tudo começou…

Natural do Rio de Janeiro, há uns anos Renato se mudou para Vitória, no Espírito Santo, onde trabalhava com Geologia. A sua paixão pelo mosaico começou há muito tempo, quando um dia ele decidiu fazer uma placa para sua casa. “Eu a guardo até hoje. Depois que eu fiz, muitos dos meus vizinhos começaram a me pedir para eu fazer também placas de mosaico para a casa deles”.

placa-768A primeira obra realizada em mosaico pelo artista foi a placa de número 768 que era o número de sua casa

De acordo com Klein, depois disso, ele começou a ver um caminho comercial no trabalho. Um certo dia, ele decidiu fazer uma proposta para uma loja que estava em construção. “Fiz um painel para eles sem custo algum. A única exigência que eu fiz era que eu queria o meu nome, o meu contato”.

O artista explica que assim que a loja inaugurou, na semana seguinte, uma cliente da loja gostou do painel que ele tinha feito e entrou em contato com Renato. “Ela me perguntou se eu gostaria de participar de uma exposição em Vitória. Eu aceitei e dali em diante não parei mais. Deixei a Geologia e comecei a me dedicar naquilo que eu mais gostava, o mosaico”.

mosaico-mulher-2-closeDepois que saiu de Vitória, morou por três meses no Núcleo Bandeirante e mais oito meses no Riacho Fundo I. Decidiu morar em Sobradinho pela qualidade de vida que percebeu que a cidade oferecia. “Esse foi o motivo da minha opção por morar aqui e não tenho interesse nenhum de me mudar. Só quero fazer o melhor pela minha região”.

Questionada sobre o que acha do projeto Mosaicando Sobradinho, a Administração Regional da cidade informou, em nota, que acolhe e incentiva a arte, cultura e esporte da região. Mas que enfrenta dificuldade financeiras para financiar todas as boas iniciativas e artistas promissores e talentosos de Sobradinho. “No entanto, não mediremos esforços para buscar apoio em outros órgãos, além dos gabinetes parlamentares com o fim precípuo de difundir a arte como o “mosaico” que só fortalece a vocação da cidade de Sobradinho como cidade arte”.

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Agnelo, Filippelli, Bessa e Roriz, são devedores da Justiça Eleitoral.

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No Distrito Federal, 37 políticos de quatorze partidos não quitaram suas multas com a Justiça Eleitoral.

Por Chico Sant’Anna 

Existem políticos na cidade em débito com a justiça eleitoral. Seriam inelegíveis se as eleições fossem hoje. Eles não pagaram multas decorrentes de irregularidades eleitorais. Na relação de devedores, nomes como Agnelo Queiroz, Tadeu Filippelli, Joaquim Roriz, sua esposa Weslian (ambos sem partidos) e seu neto Dedé Roriz (PRTB). Até mesmo o ex-ditsrital, Benício Tavares, cassado em 2011, aparece como inadimplente.

O mais novo levantamento do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal indica que 37 políticos de quatorze partidos não quitaram suas multas. Os valores não são revelados, só os nomes e quantidade de processos de cada um.

Também estão na lista nomes como o Guarda Jânio (PDT), do ex-administrador regional da Candangolândia, Hermeto Neto, que quando multado era do PMDB; Dr. Michel, então no PP; Rejane Pitanga e Geralda Godinho, ambas do PT, e Laerte Bessa, (PR), dentre outros.

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Publicado originalmente na coluna Brasilia, por Chico Sant’Anna, no semanário Brasília Capital

Individualmente, Agnelo é o que mais processos possui: são seis. Roriz tem cinco. Com duas multas não pagas estão o ex-secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, à época no PT, Tadeu Filippelli, Dr. Michel, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do DF; Laerte Bessa e Alcimar Alves de Faria, candidato a deputado federal pelo PDT, Geralda Godinho e Jaqueline da Silva (PPL).

O PT, com cinco políticos listados, é a agremiação que mais inadimplentes junto ao TRE-DF. São cinco filiados ou ex-filiados. O PMDB e o PRTB, de Luiz Estevão, possuem quatro nomes, cada. O PPL e PPS, em terceiro, com três lançamentos, cada um.

Com dois inadimplentes estão o PSDB, PHS, PR, PT do B, PDT, PP. O PSB, PTB e o PV, possuem cada um deles, filiados que foram candidatos no passado inadimplentes.

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Poema de Fim de Semana: Oração da consciência

pirenopolis-23-7-2011-21-closePoema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna.

 

Que a minha consciência seja mais
luminosa que os meus pensamentos,
Pois ela irá saber mais do que minhas tendências
Qual a ação correta e digna de respeito.

Que a minha consciência seja mais
Do que os meus defeitos, pois
Para mais do que sei, nem todos os meus atos
Serão, de fato, o que sei sobre o bem feito.

Que a minha consciência seja mais
Limpa do que as minhas desculpas,
Sempre bem menores do que as dores
Que meu coração, sofrido, oculta.

Que a minha consciência seja mais
Correta do que as minhas atitudes,
Pois, uma vez humano, pouco sou equânime
Quanto me cobra o juízo acima do instinto.

Que a minha consciência seja mais
Próxima do próximo do que de mim mesmo,
Para que possamos num self, tu e eu
Sorrir o mesmo sorriso diante de Deus.

Que a minha consciência seja mais
Do que fotogramas de minhas memórias.
Que possamos partilhar a glória
De seguir lado a lado, diferentes, mas iguais.

Que a minha consciência seja mais
Que o belo exterior dos sentimentos.
Para que eu possa ir além do ornamento
De quem amo e do que valho em paz.

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