O Ipea lançou, dia 13/7,  o relatório Dimensão, evolução e projeção da pobreza por região e por estado no Brasil.

No trabalho, que examina o período de 1995 a 2008, o Distrito Federal, com uma taxa de 8,8% (em 1995), desponta como um dos locais que registram menor taxa de pobreza extrema ao lado de São Paulo (7,1%) e Rio de Janeiro (9,9%). Entretanto, é também onde se registra os maiores índices de desigualdade salarial. Em 2008, os estados da federação com maior desigualdade de renda foram: Distrito Federal (0,62), Alagoas (0,58) e Paraíba (0,58). Já os estados com menor grau de desigualdade de renda segundo o índice de Gini foram: Amapá (0,45), Santa Catarina (0,46) e Rondônia (0,48).

O estudo registra que Tocantins (9,2%), Distrito Federal (6,5%) e Maranhão (6,2%) foram os estados da federação com maior ritmo de expansão do PIB per capita. Esses estados, contudo, não foram aqueles com maior redução na taxa de pobreza absoluta, cuja liderança esteve com Santa Catarina (3,7%), seguido do Paraná (3,3%) e Goiás (3,0%). Já os estados com menor diminuição na taxa de pobreza absoluta foram: Amazonas (0,3%), Amapá (0,9%) e Rondônia (0,9%).

A inexistência de políticas sociais adequadas só ampliam o fosso social na Capital da República. É o próprio governo federal quem diz: “na contramão, nota-se que o Distrito Federal foi o único ente federativo do País a registrar aumento no índice de Gini de desigualdade de renda entre 1995 e 2008 (0,5%).

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