Psol ganha espaço na mídia e assume compromisso público de revolucionar a saúde, a educação, o transporte e a segurança no DF

 

Por Jussiara Santos

Toninho do Psol e Chico Sant'Anna foram recebidos na redação do Hoje em Dia. Foto Ivaldo Cavalcanti

O candidato a governo pelo Psol, Toninho – 50, acompanhado do candidato ao senado da mesma legenda, Chico Sant’Anna  – 501, foi recebido pela direção do jornal Hoje em Dia, na tarde de ontem (10), quando concedeu entrevista especial ao semanário. Ética, trabalho, transparência e transformação se apresentam como pontos importantes na implantação do programa de governo defendido pelo partido. “É possível tratar temas de interesse social como saúde, educação, transporte e segurança de forma eficaz, sem aumento de ônus ao Estado, com eficiência e controle”, explicou.

Perguntado sobre as principais plataformas de governo, Toninho 50, pontuou  que não pode deixar de frisar que, se eleito, a saúde de Brasília sofrerá uma revolução.  Enfatizou o retorno do Programa Saúde em Casa – que desafogará os grandes hospitais da capital – o fim das privatizações na rede pública, a exemplo do que ocorre, atualmente, no Hospital de Santa Maria, e a contratação de novos médicos concursados, além de um convênio direto com a União para que os atendimentos a pacientes de outros estados tenham um repasse de verba automático, suprindo dessa forma, a falta de recursos. “Não podemos continuar com a justificativa de que a falta de atendimento nos hospitais públicos de Brasília se dá por causa do atendimento a pacientes de outras regiões. Não podemos deixar de atender essa população, o que podemos sim; e termos controle desses atendimentos para que os recursos destinados ao estado de origem relativos a estes atendimentos entre como forma de reembolso aos cofres do GDF”.

Quanto ao transporte público, Toninho 50 esclareceu que se eleito fará uma intervenção nas empresas operantes e que resgatará a estatal TCB, além de operacionalizar o transporte integrado, a ampliação das linhas de metrô e, fundamentalmente, o bilhete único. “Não podemos permitir que um cidadão pague duas ou três passagens para chegar ao trabalho todos os dias”.

Quanto à violência, Toninho 50 afirmou que dará ênfase ao policiamento comunitário e defendeu o fim do BOPE (polícia de choque). “Acredito que tenhamos que ter profissionais especializados em ações anti-bomba, anti-terrorismo e seqüestros, porém não ociosos. No Bope são mais de 700 homens aquartelados apenas para sair às ruas para reprimir manifestações sociais. Quando se tem diariamente policiais na rua, não se tem necessidade de batalhões de choque”, defendeu.

  Para a educação, Toninho 50, defende acima de tudo a escola pública de qualidade e integral, com professores especializados e bem remunerados, além da implantação imediata de atividades esportivas e culturais nos turnos contrários. “O modelo da escola integral defendido por educadores como Paulo Freire e Anísio Teixeira não passa nem de longe do que está sendo oferecido atualmente pelo GDF. A escola integral não pode ser um serviço de guarda, a escola integral deve oferecer atividades educativas às crianças, como por exemplo: idiomas, teatro, esportes, ensino musical e lazer”.

Para encerrar, Toninho 50, concluiu que o Psol tem tido boa receptividade na comunidade brasiliense e que espera para um futuro bem próximo uma reforma política que acabe de vez com a discrepância eleitoral. “A legislação prejudica os pequenos partidos que não têm tempo suficiente para expor suas ideias. Isso não é democrático. Todo partido político, registrado, que tenha um programa e uma linha ideológica definidos deveria usufruir, por meio de fundo partidário, financiado pelo próprio Estado e dividido igualitariamente, de tempo nos meios de comunicação. Não é justo que um partido tenha quase sete minutos e outro, como o Psol, tenha 49 segundos”, concluiu.