Texto e foto por Carla Lisboa, do blog Fotografias e Palavras

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, estendendo-se por uma área de 2.045.064 km2 , abrangendo oito estados do Brasil Central: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e o Distrito Federal. Cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, tem índices pluviométricos regulares que lhe propiciam sua grande biodiversidade. Ecossistemas do bioma cerrado do Brasil: cerrado, cerradão, campestre, floresta de galeria, cerrado rupestre. Há também os ecossistemas de transição com os outros biomas que fazem limite com o Cerrado.

O cerrado é a segunda maior região biogeográfica do Brasil, se estende por 25% do território nacional, cerca de 200 milhões de hectares (4), englobando 12 estados. Sua área “core”, ou nuclear, ocupa toda a área do Brasil central, incluindo os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, a região sul de Mato Grosso, o oeste e norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e o Distrito Federal.

Prolongações da área “core” do cerrado, denominadas áreas marginais, estendem-se, em direção ao norte do país, alcançando a região centro-sul do Maranhão e norte do Piauí, para oeste, até Rondônia, existem ainda fragmentos desta vegetação, formando as áreas disjuntas do cerrado, que ocupam 1/5 do estado de São Paulo, e os estados de Rondônia e Amapá.

A paisagem do Cerrado possui alta biodiversidade, embora menor que a mata atlântica e a floresta amazônica. Pouco afetado até a década de 1960, está desde então é crescentemente ameaçado, principalmente os cerradões, quer seja pela instalação de cidades e rodovias, quer seja pelo crescimento das monoculturas, como soja e arroz, pecuária intensiva, carvoaria e desmatamento causado pela atividade madeireira e por frequentes queimadas, em decorrência das altas temperaturas e baixa umidade e, ao mesmo tempo, do descuido e da negligência da população.

Podem ser encontradas ainda manchas de cerrado na região da caatinga, da mata atlântica e floresta amazônica. Em virtude de sua localização, o cerrado compartilha espécimes com a maioria dos biomas brasileiros. Por causa disso, possui uma biodiversidade comparável à da floresta amazônica. Contudo, em razão do alto grau de endemismo, cerca de 45% de suas espécies são exclusivas de algumas regiões. A ocupação desordenada e destrutiva de sua área mostra que o cerrado é hoje o ecossistema brasileiro que mais sofre agressões por parte do “desenvolvimento”.

Estima-se que 10 mil espécies de vegetais, 837 de aves e 161 de mamíferos vivam ali e todas estão ameaçadas pelo avanço da monocultura, pela criação extensiva e pela ocupação humana. Essa riqueza biológica, porém, é seriamente afetada pela caça e pelo comércio ilegal e pela pirataria internacional, visto que é uma das regiões em que há mais invasões de estrangeiros em busca de novos e velhos recursos naturais não só para a indústria cosmética e farmacêutica, mas também para outras indústrias, para ocupação do território e extração e apropriação de outros recursos minerais, como, por exemplo, a água potável. Estudos mostram que o cerrado é um manancial imenso de nascentes. O Japão que o diga!

O cerrado é o sistema ambiental brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação humana. Atualmente, vivem mais de 20 milhões de pessoas na região. Essa população é majoritariamente urbana e enfrenta problemas, como desemprego, falta de habitação e poluição, dentre outros.

A atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. A mineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Na economia, também se destaca a agricultura mecanizada de soja, milho e algodão, que começa a se expandir principalmente a partir da década de 80. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do cerrado. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas.

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