Luiz Martins da Silva

 

Até outrora,

Safra de amoras.

Mas, se já se foram,

Logo volverão.

Tudo se roda,

Até que um dia

Na lua de volta,

Clara aporia.

Imagens ficam,

Beijos fricativos.

Aromas oníricos,

Quase ornitológicos.

Ninhos do sempre,

Em trançados nós.

E de novo enovelo,

De aves avós.

Guardador de espelhos,

Refresco agasalhos.

Gerações de rebanhos

Que aos rios se lavam.

Sim, por haver sentido,

Em lavar a água.

Com a pureza d’alma,

Nada há de olvidos.

Pois as coisas lidas

É que amparam o tempo,

Com orvalhos de vida,

Luvas de momentos.

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