O “Diário Oficial” da União publicou na sexta-feira (6/5) o estatuto do Partido Militar Brasileiro. A legenda foi idealizada tanto por militares e civis com o objetivo de incluir um novo partido de direita no espectro político. Dentre os seus apoiadores estaria o general Augusto Heleno, que chefiou as tropas brasileiras no Haiti e foi transferido para a reserva há algumas semanas. O PMB pretende lançar candidatos já na eleição municipal de 2012.

O partido agora corre contra o relógio para poder estrear nas eleições do ano que vem. São necessárias 468.890 assinaturas de eleitores brasileiros que apoiam o PMB em todos os Estados da Federação para a homologação do PMB. Mas seus organizadores acreditam que poderão contar com o apoiamento de todos os militares da ativa, PMs e bombeiros militares. “Somamos aproximadamente 1.000.000 de policiais, bombeiros e integrantes das Forças Armadas em todo Território Nacional” salienta o capitão PM Augusto Rosa, que está à frente da legalização da nova agremiação e  acredita cumprir a meta em apenas quatro meses.

Focado principalmente na segurança pública, o partido defende, em seu estatuto, “a retomada da ética e de valores como patriotismo, civismo, honra e honestidade, dentre outros cultuados pelas instituições militares e por milhares de brasileiros e brasileiras, é imprescindível para que o Brasil arquitetado pela Constituição Federal de 1988 se torne realidade”.