Texto e fotos por Denise Ribeiro

Longe de galerias e museus, artistas exibem cores, formas e performances de maneira democrática. É nas ruas que muitos brasilienses, por nascimento ou opção, distribuem alegria. Alguns por necessidade financeira, outros por amor e ideologia. O que realmente importa, para muitos deles, são os sentimentos disseminados nas ruas de Brasília.

Professor Delei

Para Delei, a sala de aula são as ruas do DF

Uma “manifestação de arte pública” é como o grupo Terceiro Pulmão define seu trabalho. Antes de ir para as ruas, o professor Antonio Amorim, o Delei, ministra aulas de história da arte no Espaço Cultural Renato Russo. O grupo utiliza técnicas de pintura, desenho, colagem e assemblage.

 

Teatro

Grupo de teatro de rua mais longevo da capital, a trupe teatral Esquadrão da Vida se apresenta na cidade desde 1979. Os jovens atores não aceitam dinheiro do público nos espetáculos, só vão para as ruas quando financiados. “Nós somos atores e fazemos teatro de rua como trabalho. Pedir dinheiro colabora com a ideia de que o artista não é um profissional”, conta Maíra Oliveira, filha do fundador do EV, Ary Pára-Raios.

 

 

 

 

Os muros das escolas públicas humanizados pelos grafites

Grafite

Integrantes dos grupos Força Tarefa Cruz (FT Cruz), Família Arte e Paz (FAP) e Caligrafia Martida se reúnem para grafitar a Escola Classe 12 de Taguatinga. Os temas que a escola e os grafiteiros decidiram retratar nos muros foram o bullying e o crack.

 

 

Gil Marcelino

Na 28 do Park Way, Marcelino repovou as matas com animais da região

A ideia de expor esculturas de animais silvestres na quadra em que mora foi a forma que encontrou para homenagear a pátria que o acolheu ainda na infância. O espanhol Gil Marcelino distribuiu 32 esculturas na quadra 28 do Park Way. Além dessas, Gil ainda planeja arraigar um animal em cada balão do bairro. O projeto “28, a quadra da arte” foi elaborado e custeado pelo próprio artista.

 

 

 

Amarildo tem nome de driblador. Nas ruas de Brasília, fica paradinho

Estátua viva

Pintor, fotógrafo, cobrador de ônibus e vendedor ambulante. Essas foram algumas atividades exercidas antes de se tornar uma “estátua viva”. Amarildo Alves, ou “Raul Seixas”, encontrou o sustento familiar nas esquinas da W3 e L2 sul e norte.

 

 

 

 

 

Paulo Iolovitch

“Não sou artista, sou vendedor”

 “Não sou artista, sou vendedor”, insiste o modesto Paulo Iolovitch. O artista, também conhecido como Azul, expõe e vende suas telas há quase 20 anos nos bares da capital. Para ele, todas as artes deveriam estar nas ruas, pois somente nesses locais elas se tornam acessíveis.