Do Brasília 247

O governo de Agnelo Queiroz, do PT, está sendo mal avaliado pelos brasilienses, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto O&P Brasil: 26,6% aprovam o governo, 45,3% desaprovam e 25,4% nem aprovam, nem desaprovam. Os números pioraram em relação à ultima pesquisa O&P, em maio: a aprovação era de 31,5%, a desaprovação era de 36,5% e os indiferentes eram 29,5%. A margem de erro é de 3%.

Quando se pede aos pesquisados – mil pessoas, entre 13 e 17 de agosto – que classifiquem o governo, o resultado não é bom. Na segunda coluna estão os resultados de maio:

Ótimo:  2,2%  –  2,8%.

Bom: 15,0% – 16,2%.

Regular: 27,1% – 28,8%

Ruim: 21,1% – 14,1%.

Péssimo: 24,1% – 19,9%.

O número dos que responderam que é cedo para avaliar o governo diminuiu: eram 15,5% em maio e agora são 7,4%. Os que disseram que não sabem ou não quiseram responder foram 3,1% (em maio, 2,7%).

Assim, ótimo mais bom é igual a 17,2%. Ruim mais péssimo é igual a 45,2%. Se os que consideram o governo regular forem somados aos que o acham ótimo e bom, serão 44,3%.

Por regiões, o governo está sendo assim avaliado:

Asas e Lagos Sul e Norte, Guará, Sudoeste e Cruzeiro:

Ótimo e bom: 16,4%    Regular:  26,6%    Ruim e péssimo: 43,4%

Taguatinga, Ceilândia e Vicente Pires:

Ótimo e bom: 17,4%    Regular: 23%        Ruim e péssimo: 46%

Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Park Way, Sobradinho, Planaltina, Brazlândia e Gama:

Ótimo e bom: 16,7%    Regular: 32,3%     Ruim e péssimo: 43,4%

Paranoá, São Sebastião, Santa Maria, Riacho Fundo, Candangolândia, Varjão, Samambaia, Recanto das Emas, Itapoã e Estrutural:

Ótimo e bom: 18,7%    Regular: 27,8%    Ruim e péssimo: 48%.

Aos entrevistados foi perguntado como está sendo o governo do DF em relação ao que esperavam dele. As respostas:

Muito melhor: 1,9% ; Melhor: 15,2% ; Igual: 28,4% ; Pior: 27,2% ; Muito pior: 20,3%.

Outra pergunta mostrou que, para a maior parte dos entrevistados, o governo de Agnelo está piorando o Distrito Federal. Os resultados:

Melhorando muito: 1,9% ; Melhorando: 19%. Total: 20,9%.

Está igual: 33,7%.

Piorando: 27,3% ; Piorando muito: 11,5%. Total: 38,8%. Em maio, eram 27,1%.

Os resultados em cada região estão próximos da média, sendo que na 4 – a mais carente — estão os mais altos índices de melhorando e melhorando muito (22,7%) e de piorando e piorando muito (44,5%).

Para 63,8% dos entrevistados, o governo de Agnelo está atrasado (37,8%) ou muito atrasado (26%) em relação ao que já poderia ter feito. Os que acham o ritmo normal são 23,4%. Os que acham que o ritmo do governo está muito adiantado (1,7%) ou adiantado (4,8%) somam 6,5%.

Uma razão para as avaliações negativas pode ser a de que a maioria dos brasilienses acha que Agnelo não está cumprindo suas promessas de campanha. Eram 49,1% em maio e passaram ara 58,6%. 75% dos que consideram a saúde a área mais importante a ser resolvida entendem que as promessas para o setor não estão sendo cumpridas. Educação e segurança têm números semelhantes: 74,7% e 75,5%. O menor índice é o da habitação: 60% acham que as promessas não estão sendo cumpridas.