Projetos de Agnelo para alterar o Plano Piloto ameaçam tombamento de Brasília pela Unesco

Do blog Urbanistas por Brasília

A indignação está alcançando a consciência dos moradores de Brasília e dos brasileiros que não residem na cidade mas reconhecem o a importância da preservação do seu patrimônio. Na medida em que vemos brotar do solo edifícios gigantescos, de valor estético discutível e pertinência questionável, ao custo de expressivas fortunas como o Estádio Nacional, a sociedade estrecece.

Leia também:

 Manisfesto dos Urbanistas por Brasília

Por que a proposta é questionável?

 

Qual será o próximo “monstro” que construirão em nossa cidade, com nossos recursos, sem que haja a devida cunsulta à Sociedade? A resposta será 901 Norte, caso a sociedade não se organize. A iniciativa privada é muito eficiente quando se trata de auferir lucros e, como vimos na 2ª. Audiência Pública de apresentação do PPCUB , realizada no dia 24/09.

O Poder Público em Brasília está definitivamente comprometido com esses interesses.  Vimos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação – SEDHAB, juntamente com a equipe da empresa terceirizada e contratada para elaborar os estudos,  apresentarem propostas para o Plano de Preservação do conjunto tombado, que oscilavam entre superficiais a pouco eficientes. Isso quando não eram equivocadas ou permissivas.

Ao mesmo tempo, os técnicos calaram-se em relação ao projeto da quadra 901 Norte – Expansão do Setor Hoteleiro, cuja audiência de desafetação de área pública para finalizar o processo de parcelamento e venda já está marcado para outubro próximo.

Trata-se de um empreendimento imobiliário estimado em 700 milhões de reais, situado ao lado do Colégio Militar de Brasília (SGAN 901), que ignora a legislação do tombamento do conjunto urbano reconhecido como Patrimônio Histórico da Humanidade  pela UNESCO, está sendo elaborado “às pressas” para a implantação de uma área hoteleira com torres de 65 metros de altura, onde a destinação original previa uso institucional com até 12 metros de altura.

Foto: Áreas centrais do Plano Piloto com o terreno da expansão do SHN marcado em vermelho

Segundo levantamento do setor especializado, Brasília não carece de mais hotéis na área central e sim de equipamentos públicos,  segurança pública, serviço social e limpeza urbana.

Há ainda problemas de tráfego e carência de vagas para estacionamentos. Lotes para hotéis que já existem estão vazios. Por que ferir o tombamento para não preencher nenhuma necessidade REAL da cidade?

Foto: Simulação tridimensional dos gabaritos propostos pela Terracap.

Em vermelho, verificam-se as dimensões do que é proposto e do potencial de dano ao centro da cidade, com a alteração do plano original reconhecido pela UNESCO e potencial de criação de problemas de tráfego e estacionamento em horários de pico. Segundo a NGB permitida, as construções ali devem ter até doze metros, ou três pavimentos.

Como se vê claramente nas imagens, grande parte da área pretendida corresponde, na face sul do eixo monumental, ao parque da cidade e lotes institucionais do SGAS.

O Estádio Nacional de Brasília é o mais caro dos doze estádios da copa, e será usado em três partidas. Depois disso pode transformar-se em um elefante branco de 700 milhões de reais. Terá sido apenas para justificar uma área hoteleira que trará lucro apenas para o governo do DF e alguns empresários? Acontece que a população do DF não precisa de mais um estádio ou mais hotéis, e sim de mais escolas, segurança pública e saúde de qualidade.

E, o mais importante, até quando esse tipo de decisão unilateral e alheia à vontade pública, sem uma real consulta à sociedade civil organizada vai continuar acontecendo na nossa cidade?

A proposta é questionável por questãos de razões técnicas, razões sociais, e por razões econômicas.

Ação Civil do Ministério Público:

Neste meio tempo, uma ação civil pública está preparada enquanto o terreno está sendo licitado. Quando começar a andar, poderá ser tarde demais.

O que eu e você, como cidadãos podemos fazer?

#Manifesto Público

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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20 respostas para Projetos de Agnelo para alterar o Plano Piloto ameaçam tombamento de Brasília pela Unesco

  1. Pingback: e projetos de Agnelo ameaçam tombameto de Brasília pela Unesco … | Vivo Media Group

  2. cara, impedir o crescimento é tolice. tentar barrar o desenvolvimento capitalista é inviável. achar que brasília tem que ficar engessada por conta do tombamento é inaceitável.
    não entendo essa tentativa de travamento.

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    • Caro Giovani

      Tomo a liberdade de dizer que seu comentário carece de qualquer embasamento.
      Não precisa ser um especialista: olhe para cidades como Paris, Londres, Barcelona e tantas outras cidades seculares que até hoje não foram agredidas pela sanha da especulação imobiliária. São cidades de qualidade de vida impar. Prédios, dependendo da área, de no máximo 4, 6 ou 8 andares. Não arranha-céus de 30 andares como fazem em Águas Claras e já estão começando a fazer no Gama e em Samambaia.
      E as cidades européias que citei acima estão longe de estarem mortas ou engessadas, pelo contrário são bem vicas e atraem pessoas do mundo inteiro

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      • wanderley araujo disse:

        Concordo plenamente com vc Chico. Não bastasse o Setor Noroeste, que está devastando o pouco que ainda restava de mata nas proximidades de Brasília – com o slogan malandro de “bairro ecológico” – agora surge esse governador de voz fanha e irritante com essa história de entupir o centro arquitetônico da capital federal com mais concreto. Chega!!! É preciso dar uma basta nisso. Sugiro que façamos uma manifestação nas ruas contra esse absurdo. Agora entendo porque o governador, que é médico, não melhorou nada no setor de saúde. Seus olhos estão voltados para projetos que saciem a fome devoradora das empreiteiras.

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      • Yara Mcnamara disse:

        Eu discordo do Senhor Wanderley, acho que o senhor desconhece o projeto BRASILIA REVISITADA, projetada pelo senhor arquiteto LUCIO COSTA. Eu não sei, acho que tem gente que caiu de paraquedas em Brasília e desconhece a cidade aonde se vive. Igual muitos que fingem desconhecer as RUVs – restaurantes de unidade de vizinhança. Então o povo critica algo já previsto no projeto de Brasília. Igual o shopping center planejado pelo Lúcio Costa na QI 25 desde a fundação do Lago Sul. Eu acho que o tombamento deveria ser aperfeiçoado e muitos tem posições iguais a minha, Ninguem só porque é filha, cunhado dos arquitetos que desenvolveram Brasília tem o direito acima dos moradores de Brasília. Até mesmo porque esquecem que existem vidas dentro da maquete. Não somos formigas e podemos ser manobradas pelo der na cabeça do IPHAN, UNESCO e IAB. Eu quero ver o povo começar a discutir um conselho de ética de arquitetos e urbanistas. Aí o bicho vai pegar. E porque não dos ambientalistas.

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  3. Yara Mcnamara disse:

    Me desculpe senhor Chico, a cidade de Brasília foi tombada por interesses dos ricos e bacanas de expulsar os pobres, e pior. A quem interessa o tombamento de uma cidade ainda em formação? Será que queriam amputa-la do seu crescimento? PROTEGER? Mentira, até 1987 o projeto de Lúcio Costa estava intacto, sem agressões aparente. Só foi um gênio, inventar tombar a cidade. Pior, em vez de ajudar a cidade, fez a cidade ter mais agressões. Isso que dá, tombar inilateralmente a cidade sem participação do principal. O POVO BRASILIENSE não tem e nunca teve participação real. Detalhe, participo de todas as audiências, só fecho cheiro de naftalina no ar, só arquitetos, urbanistas, eco-xiitas e por ai vai. Pra min o título de bem TOMBADO, é igual aqueles diplomas de ARQUITETOS, URBANISTAS, MÉDICOS, ADVOGADOS pregados numa parede, somente é STATUS, não trás nenhum beneficio para socidade, e sem falar que o sistema de setorização é um sistema falido. Super utilização durante o dia, e um vazio imenso a noite. Sem falar, que a cidade não é ambientalmente sustentável. Me desculpe. E outra, querer comprar Londres com Brasília? Acho que o senhor nunca piso em Londres ou Paris. Justamente essas duas cidades, tem setores com prédios gigantescos. A quem interessa o tombamento PROTEGER ou SEGREGAÇÃO SOCIAL, ou quem sabe um novo APARTHEID. O interessante, os arquitetos fazerem esse manifesto, se são justamente os próprios que comenteram as piores atrocidades nas ultimas décadas.

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    • Cara Yara, bem-vinda ao debate.

      Vou precisar discordar de você. A cidade foi tombada para preservar a qualidade de vida que beneficia a todos, ricos e pobres.
      Caso contrário, estaríamos como está Águas Claras e como já começa a acontecer no Gama e Samambaia, com arranha-céus enormes, invasão de áreas verdes, extinção de parques públicos.
      Veja que a qualidade de vida diminui na proporção das aberrações urbanísticas. Já imaginou Brasília iguala São Paulo?
      Ao contrário do que vc afirma, morei na Europa por algum tempo. De fato, Paris tem o bairro chamado La Defense, mas lá foram autorizados apenas uma meia duzia de prédios altos. O resto atende ao gabarito da cidade. Veja Roma, veja Lisboa.
      Preservar Brasília é preservar qualidade de vida para todos os brasilienses, independentemente da renda social. Poluição atinge a todos, aquecimento urbano atinge a todos, ruas alagadas, sem drenagem atinge a todos.
      Contvido a você a continuar lendo nossas colocações e trazendo suas opiniões.

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      • wanderley araujo disse:

        É preciso ficarmos atentos porque não é apenas o centro de Brasília que está ameaçado pela fome devastadora das empreiteiras. Tem um deputado federal aí, me parece que o Magela, querendo diminuir a área do Parque Nacional da Água Mineral e ceder espaço para as construtoras. Os frequentadores da Água Mineral já fizeram protesto contra isso. E há também ameaça contra o Parque Olhos Dágua. Estão querendo construir prédios num terreno vazio onde brota a mina que abastece a lagoa do parque. Os frequentadores do Olhos Dágua também protestaram contra isso.

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      • Yara Mcnamara disse:

        Sinceramente eu discordo, o povo ainda não aprendeu. Não vivemos em 1960. E ate a verticalização das cidades satélite era apoiada por Lucio Costa. Tu acredita que ele era contra replicar o projeto de Brasília nas cidades satélites. O interessante e, se o tombamento é tão benefico para cidade, porque será que o projeto de Brasília não tem sustentabilidade ambiental? Quem diz isso não sou eu, Mas urbanistas do mundo inteiro. Primeiro por ser uma cidade só para carro. Outra, a ultra utilização dos espaços apenas num periodo do dia. E a pior de todas, a famosa setorização. Eu concordo em parte da setorização funcionar nos setores comercial/hoteleiro, comercial/educacional, comercial/institucional, comercial/hospitalar. Agora a setorização errou feio comercial/residencial, educacional/residencial, institucional/residencial e hospitalar/residencial, só essa ultima, trás sérios problemas de ambito de saúde pública, no caso comercial, não existe convivência pacifica entre bares, boates e restaurantes em Brasília. Então, não admitir que ocorreram erros grosseiros de urbanismo, arquitetura no projeto original é idiotice. Agora mais idiota ainda é manter esses erros por meio do tombamento. A cidade NUNCA foi ameaçada urbanisticamente. Se a UNESCO fica tanto querendo tirar o título, porque não tira. E fim de papo, pois não vai fazer diferença nenhuma em retirar, pois eu ja falei aqui e vou repetir, o título de TOMBAMENTO, É IDÊNTICO aqueles DIPLOMAS de Arquitetos e Urbanistas pregados na parede, só é enfeite. e Mais, o tombamento deveria ser revisto a cada 5 anos. Daqui a pouco vão tombar as placas de endereçamento postal.

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      • Cara Sra Yara.
        A verticalização que Lúcio Costa preconizou, inclusive para as cidades satélites, era, dependendo da área, de edifícios de 3 a 6 apartamentos. Hoje em dia, prédios com dezenas de andares estão sendo erguidos em Samambaia, Ceilândia, Gama, sem qualquer preocupação quanto a captação de esgoto – o sistema não foi projetado para isso – circulação – as vias são estreitas e estacionamentos pequenos – então o que querem é tornar esta cidade um caos.
        Não me inclua entre estes paraquedistas. Moro em Brasília desde 1958, tenho praticamente a idade da cidade, e aqui cresci com ela.
        Paraquedistas são aqueles que sem nenhum compromisso social querem ganhar dinheiro fácil.

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      • Yara Mcnamara disse:

        Sem duvida, mas o senhor não é NATIVO de Brasília. Eu sou nativa de Brasília, meu filho é e meu neto também é. Então me desculpe a sinceridade, o tombamento é elitista e criticado pelo mundo. E não representa nada de novo, muito pelo contrário, descobriram que é antiquado, retogrado e pior, não é ambientalmente sustentavel. Tanto não é que Brasília tem a pior luminosidade do mundo, a poluição visual da cidade é grande que impede de ver as estrelas perfeitamente a olho nu. Isso tudo se agravou advinha desde quando? Claro, desde que tombaram a cidade.

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  4. Yara Mcnamara disse:

    Em parte concordo contigo, venhamos e convenhamos, eu quero desafiar TODOS os arquitetos a criarem um CONSELHO DE ÉTICA no IAB/DF. Duvido que minha proposta seja aceita. Pois eu acho anti-ético um presidente do IAB querer responder por TODA sociedade brasiliense. Primeiro de tudo, o arquiteto tem nível superior CORRETO? Então, ele sabe que é ILEGAL kitinetes nas quadras 900 norte e sul e insistem em projeta-las. O mesmo se diz respeito a ilegalidade dos residenciais com serviços pay per use disfarçados de hotel. Eu nem vou citar a empresa, mas nos projetos de arquitetura aprovam como hotel. Mas nos contratos da administradora distorcem o uso do mesmo. Então, o tombamento fora imposto em 1987, muito prematuramente e pior. Adiantou tombar? Procure fatos históricos de 1956/1986 e veja quais agressões foram cometidas nessa época. NENHUMA agressão importante. Agora pegue o período de 1987/2011? O problema maior não é tombar pelo simples fato apenas de tombar. O tombamento fora algo inilateral, sem PARTICIPAÇÃO POPULAR. E me desculpe os arquitetos, falar que eles REPRESENTAM toda a sociedade Brasília é uma BLASFÊMIA. Eu quero ver se tem PODER a UNESCO de retirar o título. E caso isso venha ocorrer, eu quero ver a reação popular. Vai ser igual aquela do Movimento Pró-Copa 2014? Aonde apareceram 200 pessoas. Os arquitetos tem que se tocar, o projeto de Brasília tinha VALIDADE. Ano 2000 Tinha população limite: 500 mil. Então me desculpe. A realidade de uma cidade de 500 mil habitantes já era. Devemos pensar de uma forma moderna e não de uma forma arcaica do jeito que muitos querem passar, inclusive com uma intervenção da UNESCO. Se não interveio desde 1987 porque será que vai faze-lo agora?

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    • Eu acho que vc tem razão quando cobra maior responsabilidade social por parte dos arquitetos. Acho que também engenheiros civis, corretores imobiliários, ,uitos só pensam na grana e te vendem ou fabricam gaiolas para morar. Mas do mesmo jeito que eu sou cotra a kitnets nas 900, também sou contra ocupação de áreas verdes para construir hotéis para atender uma Copa que só vai dura 20 ou 30 dias.
      Não tenho certeza, mas acho que o IAB tem uma comissão de ética. Porque você não faz uma representação para ver que bicho dá? Bota os caras na parede.

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      • Yara Mcnamara disse:

        Senhor Chico, você conhece a OAB? ou CFM? Se é uma dificuldade processar um médico réu confesso. Duvido que um Arquiteto que comete crimes éticos vai ser expulso. Agora com relação a COPA, eu discordo do senhor.
        Primeiro ponto, quem vai garantir que a cidade vai conseguir receber os turistas? o CARTEL HOTELEIRO? Se nem num evento médio de poucos dias, a CUPULA ARABE MERCOSUL, Fez a cidade passar vergonha mundial. Basta de vergonha, Basta da cidade ser proviciana. Basta da cidade ser considerada a ILHA DA FANTASIA. Oras, aqui não pode ter industrias poluentes. E a única industria não poluente é o TURISMO, o povo anda criticando. Agora para colocar o OBELISCO do Oscar Niemeyer o povo se dividiu, Inclusive esse pseudo consultor da UNESCO. E tem mais, o governador do DISTRITO FEDERAL é o único que pode mudar a NGB dentro da área tombada, inclusive a quadra 901 norte. O mesmo foi o que ocorreu com o SAUN (Setor de Autarquias Norte), aonde eram previstos prédios de 6 andares e vão ter prédios de 18 andares. Com um belissimo AVAL DO IPHAN. Esse fim de semana mesmo saiu uma matéria do colunista Claudio Humberto do Jornal de Brasília. Agora os arquitetos voltaram as criticas a quadra 901 norte. Eles não querem é nada lá. Nem mesmo um gigantesco shopping center com 4 pavimentos. Detalhe, se o problema é altura, então e agora querem encrencar com o tipo de ocupação.
        Agora eu acho que as pessoas ainda continuam pensando que estamos em 1956 e que aqui é roça e os arquitetos são os capatazes da UNESCO. Infelizmente o projeto vai sair para desespero dos arquitetos. Nem vai adiantar intervenção da UNESCO.
        Porque da mesma forma que o IBRAM tem as compensações ambientais, porque o IPHAN e o IAB criam uma compensação urbanistica. Claro nada de regularizar aberrações urbanisticas. Mas em áreas ociosas como o SAUN atras do prédio do DNIT? E tem mais, falar que os arquitetos REPRESENTAM OS INTERESSES DA SOCIEDADE BRASILIENSE É UMA MENTIRA, só querem cuidar do próprio bolso.

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  5. Concordo totalmente com você, Yara. Já temos vários parques e áreas de preservação na cidade. O que não dá é para termos uma capital com mais de meio século de existência com esses espaços horríveis, ociosos e poeirentos em pleno centro, eternamente reservados para cumprirem um projeto arquitetônico incompatível com nosso século, e ainda sem uma hotelaria decente. Eu moro no início da Asa Norte e tenho vergonha dessa grota que existe no SAUN, sonhando com o dia em que ali haverá algo que lembre uma metrópole desenvolvida. Afinal, da roça meus pais já vieram um dia…

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    • Caro Humberto.
      Bem-vindo ao debate.
      Permita me discordar de você. Não creio que espaços livres, não edificados, sejam sinônimo de roça; E se roça sigifica ar puro, trânsito tranquilo, árvores, floores, gramados. Meu sonho seria que Brasília fosse uma grande roça.Olhemos para São Paulo e veja o que a especulação fez naquela cidade. Veja o esforço que hoje elesempregam para garantir um metro quadrado sem concreto.
      Conto com as suas leituras e críticas.

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      • Yara Mcnamara disse:

        Senhor Chico Sant’Anna eu tenho que discordar do senhor, vamos por partes, a cidade de Porto Alegre que é bem mais arborizada do que Brasília é mais poluída do que Brasília. Interessante né, não falam que as arvores anulam o CO2? Como uma cidade que tem mais áreas verdes do que Brasília, é a cidade mais poluída do Brasil. Olha só Brasília tem acho que um indice de 18 de emissões de CO2 enquanto Porto Alegre tem um indice de 48%. Me desculpe, eu vejo certas discrepâncias em certos comentários. Qual cidade que queremos ter. Uma mumia paralitica asfixiada no tombamento, pois agora pasmem, TOMBARAM as arvores. Então se ocorrer um grande incêndio, não poderemos trocar as arvores. Me desculpe, o Mundo sabe muito bem que o projeto do senhor Lúcio Costa não tem SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL, tanto não tem, se o projeto fosse feito nos dias atuais, o IBAMA teria VETADO.

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      • Yara, quanto a Porto Alegre, compare o grau de industrialização da cidade e de sua região metropolitana. A industrialização lá é infinitamente maior. Além disso, é necessário analisar outros itens, tais como regime dos ventos, chuvas, frota de veículos, perfil urbano. Não basta apenas ver as árvores.

        Acho que se vc gosta tanto de concreto, de arranha céus, deveria procurar cidades como São Paulo, Lá tudo já foi verticalizado. Está pronto para quem ama as megalopoles.

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      • Yara Mcnamara disse:

        De forma alguma, Tokyo tem um urbanismo, arquitetura SUPERIOR a Brasília, e eles preservam sua tradição sem passar por cima dos direitos individuais, e o tombamento de Brasília afronta até mesmo os DIREITOS HUMANOS…

        “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

        O tombamento tornou a cidade desigual, e aí quero ver qual instrumento vai fazer para mudar isso. Viu como o tombamento destruiu a cidade. A setorização exagerada causou todos esses problemas de ambito ambiental e social.

        70% dos empregos em Brasília e 80% dos moradores longe da área tombada. O senhor conhece o projeto de GEIPOT 1977, acho que nem se deu o trabalho de ler.

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  6. Pingback: Brasília merece prudência | Brasília por Chico Sant'Anna

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