Publicado originalmente na revista Brasília 247

GOVERNO DO DF É REPROVADO POR 67,1% DOS BRASILIENSES. GOVERNADOR É CONSIDERADO CULPADO DE DESVIOS NO MINISTÉRIO DO ESPORTE POR 70,7%. PARA 33,4%, ELE DEVERIA DEIXAR O GOVERNO, SEGUNDO PESQUISA O&P 

Se as eleições para governador fossem agora, Agnelo Queiroz perderia para Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. É um sinal claro de que os desempenhos do governador e de seu governo estão realmente muito mal avaliados pelos eleitores brasilienses, como mostra pesquisa divulgada hoje pelo instituto O&P Brasil.

O governo é desaprovado por 67,1% dos eleitores e aprovado por 15,4%. Apenas 10% acham que é o governo é “ótimo” (1,4%) e “bom” (8,6%). Para 64%, o governo é “péssimo” (41,3%) ou “ruim” (22,7%). É regular para 18,9% dos eleitores.

Os números da pesquisa são péssimos para o governador. Seu governo está sendo pior do que se esperava para 68,1% dos brasilienses e melhor para apenas 6,3%. O Distrito Federal está no caminho errado para 60,3% e no caminho certo para 28,3%. Até a Câmara Legislativa está mais bem avaliada do que o governo: 35,5% fazem uma avaliação negativa do legislativo local, 42,8% são neutros e 12,4% têm uma avaliação positiva da Câmara.

O mau desempenho de Agnelo faz com que seja derrotado em simulações eleitorais para Roriz e Arruda, mas também abre um grande espaço – de mais de um terço dos eleitores — para outro candidato. No enfrentamento com Roriz, Agnelo perde por 39,4% a 22,1%, com 35,8% dizendo que não votariam em nenhum dos dois e 2,7% que não sabem ou não responderam. Contra Arruda, Agnelo perde por 35,6% a 21,8%, mas os que não votariam em nenhum dos dois são mais: 39%. E 3,7% que não sabem ou não responderam.

Parte da explicação para o enorme aumento da rejeição a Agnelo pode ser encontrada em outra resposta dada pelos pesquisados: 70,7% acham que o ex-ministro Orlando Silva e Agnelo são culpados por desvios no Ministério do Esporte. Só 7,9% acham que Orlando é culpado, mas Agnelo não. E para 2,4%, Agnelo é culpado e Orlando não é.

Agnelo deveria se afastar definitivamente do governo para 33,4%. O afastamento deveria ser temporário, até a conclusão das investigações, para 30,3%, podendo voltar se fosse inocentado. Para 28,4%, Agnelo deveria continuar no cargo até o fim das investigações, só saindo se a culpa fosse comprovada. Para 6,6%, deveria continuar no cargo independentemente das acusações.

A Câmara deveria abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o governador, dizem 65,2% dos eleitores. Para 27%, a investigação deveria ser feita por outros órgãos. E 48,9% querem nova eleição se Agnelo deixar o governo. O vice-governador Tadeu FIlippelli deve assumir, segundo 26%. Já 16,8% preferem a nomeação de um interventor para o Distrito Federal, como foi cogitado pelo procurador-geral da República na crise gerada pelas acusações contra Arruda. A administração de Filippelli seria igual à de Agnelo para 41,9% dos eleitores, melhor para 21,8% e pior para 20,4%.

A O&P Brasil entrevistou 900 pessoas entre 4 e 7 de novembro, sendo a margem de erro de 3,3%.