Poema por Luiz Martins da Silva.
Foto: Chico Sant’Anna


Por mais que se queira o oásis,

Nada irá conter o determinado,

A implacável têmpera da areia.

– x –

Quando acordamos, de imediato,

A clareza: foi tão somente sonho.

Não há sereias.

-x-

Há anos, na montanha, um monge

Acredita ter firmemente aprendido:

Vencer é não lutar.

-x-

De volta ao mundo, às ruas,

Ao calor dos sentidos, ei-lo de novo:

Ressurgente, ereto: o desejo.

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