Não são só os partidos de esquerda que se dividem, também os ambientalistas não conseguem se encaixar em uma só legenda partidária. Descontentes com os rumos do Partido Verde – que em alguns estados como o Tocantins se coligou nas eleições de 2010 com as lideranças ruralistas -, ambientalistas criam um novo partido, tendo como bandeira o crescimento sustentável. Trata-se do Partido Ecológico Nacional (PEN).  

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Com o surgimento do Partido Ecológico Nacional (PEN), o Brasil passa a contar oficialmente com uma sopa de letrinha que abriga 30 partidos políticos. Não é possível, ainda, dizer se o partido terá inclinações à direita, esquerda ou centro. Dentre as principais lideranças da agremiação estão políticos oriúndos do Partido Social Cristão – PSC e do extinto PRONA, que teve como expoente o ex-deputado e candidato a presidiência da República Enéas Carneiro.

Em seu programa, o PEN se compromete em defender o meio ambiente e buscar políticas de desenvolvimento sustentável. A legenda será identificada nas eleições pelo número 51. Curiosamente, no imaginário social, 51 lembra uma aguardente produzida numa região de plantio intensivo da cana-de-açúcar no estado de São Paulo. Usineiros e ambientalistas, nunca beberam na mesma mesa.

O PEN vem tentando se legalizar desde junho de 2006. O Tribunal Superior Eleitoral examina a papelada há quase um ano e tomou a decisão final em junho passado. Para dar sustentação ao partido, assinaram a documentação 494 mil eleitores, em todo o Brasil.

Apesar de já existir oficialmente, o novo partido não participará das eleições municipais deste ano, pois a legislação eleitoral exige dos candidatos um período mínimo de filiação de doze meses e o próprio partido, não existe há tanto tempo. Assim, deverão reunir forças para 2014.