Em Buenos Aires, prefeitura local usou caixas de suco e leite longa vida para confeccionar decoração de Natal. Foto de Chico Sant'Anna
Em Buenos Aires, prefeitura local usou caixas de suco e leite longa vida para confeccionar decoração de Natal. Foto de Chico Sant’Anna

O Fim de Ano e, em especial, o período de Natal são momento em que esquecemos das preocupações com a natureza e produzimos muito lixo. Embalagens, papel de embrulho, garrafas, caixas etc. Grande parte deste material é passível de reciclagem. Algumas comunidades, preocupadas com a avalanche de resdíduos que as festas de fim de ano produzem, tem buscado alternativas ecologicamente sustentáveis.

Aqui, uma sugestão que vi há alguns anos em Buenos Aires, capital da Argentina. As árvores de Natal que enfeitavam as ruas eram feitas de embalagens usadas de leite longa vida e de sucos.

Em João Pessoa, Paraíba, já presenciei decorações feitas com garrafas pet recortadas. Caxias do Sul, a capital do Natal brasileiro, costuma usar copinhos descartáveis nos seus adereços natalinos.

É possível dotar as cidades de beleza e encanto sem necessariamente ampliar a produção de resíduos sólidos.

Latas de bebidas e garrafas pet são usadas pela prefeitura de João Pessoa. No Pará, Universidade Federal ensina a reaproveitar material descartável. Beleza sem resíduos.
Latas de bebidas e garrafas pet são usadas pela prefeitura de João Pessoa. No Pará, Universidade Federal ensina a reaproveitar material descartável. Beleza sem resíduos.

As alternativas são inúmeras. Basta ter criatividades. Para ensinar a confeccionar enfeites de Natal reaproveitando materiais recicláveis, o Grupo de Pesquisa em Ações Ambientais (GPAM), da Universidade Federal do Pará, realiza periodicamente a “Oficina de arranjos natalinos”. O resultado comum a todas estas iniciativas é que elas permitem provocar uma reflexão na sociedade e, ao mesmo tempo, retirar uma parcela destas embalagens que vão para os lixões.

Como morador de Brasília, deixo estas sugestões para que as áreas competentes do Governo do Distrito Federal e das administrações regionais se inspirem nas decorações que vão implementar no fim de ano. Vale também para o Carnaval e outras festas populares.

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