Fim de uma campanha, início de uma jornada. Foto Chico Sant'Anna
 
 Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Não é todo dia em que nasce o sol,

Se dele não apercebermos os bocejos

E bochechos em líquida substância

À base de plasma estelar.

 

Não é em toda noite que vem a lua,

Principalmente, se esquecidos

Da arte de namorar ao som

Das marés dos mares do Sul de areia.

 

Não é sempre que há estrelas,

Pois, por vezes, não as contamos,

Mesmo sabendo com certeza

De quantas verrugas hão de nos nascer.

 

Não é todo dia em que há crepúsculo,

Se não lhes aviarmos o enxoval de veludo

Para que Sol e Lua se deitem em núpcias,

Qual Rainha de Sabá na corte de Salomão.

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