MAB: à espera de um milagre…

mab-visao-externa-esculturaEste blog se soma ao movimento que defende a imediata recuperação do MAB – Museu de Arte de Brasília. Se você quiser também apoiar esta bandeira,  assine a petição pública, disponível em:

 http://www.avaaz.org/po/petition/Revitalizacao_do_Museu_de_Arte_de_Brasilia/?fPgQMdb&pv=1

Por Gersion de Castro

Quando Brasília fez 25 anos de existência, nascia o Museu de Arte de Brasília – MAB, em 7 de março de 1985, tendo sido batizado pelo nome MAB, por Leda Watson e Regina Motta.
O edifício onde se instalou o MAB, projetado por Oscar Niemeyer, para o Centro Turístico e Hoteleiro Norte, foi antes utilizado como o “Casarão do Samba” e por longo tempo encheu-se de freqüentadores que por muitas noites se deleitavam e dançavam ao som de respeitáveis conjuntos do “choro”, forró, samba e muito mais, sendo mais tarde o prédio mudado seu destino, transformando-se no hoje, MAB.
O MAB, por ter na sua aura, o título de “Casarão do Samba”, hoje, 27 de dezembro de 2012, com 27 anos, 9 meses e 20 dias de história como Museu de Arte da capital da República, deveria estar em festa, no entanto, ironicamente, há 5 anos, 6 meses e 13 dias, ou seja, desde 14 de junho de 2007, o prédio do MAB está fechado, devido as más condições das instalações, segundo constato pelos laudos técnicos, relatórios e pelo Ministério Público e à espera da tão falada e merecida reforma. No entanto os anos se passaram, nada fizeram e assistimos o pequeno núcleo técnico de servidores se esvair, devido a aposentaria ou serem literalmente afastadas, descartadas, desprestigiadas e reduzindo-se a um único servidor efetivo e uma gerente, instalados em uma pequena sala, no Museu da Nacional de República, à espera sem fim da tão sonhada reforma do prédio e o retorno à casa, palco e cenário de um passado tão presente, da comunidade de brasilienses, dos turismo, dos artistas plásticos de Brasília e do Brasil e patrimônio de toda uma geração que acredita na arte.

É por esta razão que espero que o Museu de Arte de Brasília – MAB, seja reconhecido pelo que representa e um dia volte a funcionar. Desejo sucesso a todos que acreditam nesta possibilidade e estão se mobilizando para que o MAB não seja esquecido como o está até então e que quando chegar aos seus 28 anos possa ver um sinal concreto e não falácias e que a reforma do prédio e recondução dos profissionais e acervo seja real e o MAB volte a ser o guardião do acervo das importantes obras de artes locais, nacionais e internacionais adquiridas ao longo dos seus 27 anos de existência e passamos enfim ver a página ser virada, escrevendo um novo capítulo das várias histórias de nossa jovem “cinquentona” Brasília, capital de todos os brasileiros.

Brasília, 27 de dezembro de 2012.

Gersion de Castro
É brasiliense, artista plástico, produtor cultural, poeta, servidor de carreira da Secretaria de Estado de Cultura do DF, Ex-conselheiro Deliberativo da extinta Fundação Cultural do DF, Ex-gerente do Museu de Arte de Brasília – MAB, em 2011, devido a ser o servidor mais técnico com mais tempo de serviço na gerência do MAB, lotado por mais de 11 anos no MAB. Atualmente está lotado no Fundo de Apoio a Cultura – FAC, membro da Comissão Permanente de Execução de Projetos do FAC.
Presidente da Ong Companheiros das Américas – Comitê Brasília,DF/Washington,DC.

 

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Brasília - DF, Cultura, GDF, Gestão de recursos públicos. Bookmark o link permanente.

6 respostas para MAB: à espera de um milagre…

  1. peperezende disse:

    O acervo do MAB deveria ir para o Museu da República. O prédio não serve para a finalidade. Reformem e transformem em uma sala de ensaios.

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  2. NATANRY LUDOVICO OSORIO disse:

    Bravo, ao Blogista e pioneiro Chico Santana! Bravissimo, por ter se somado ao movimento que defende a imediata recuperação do MAB – Museu de Arte de Brasília.e na dilvulgacao do escreveu o brasiliense independente, Gersion de Castro. A verdade sobre o abandono, por desacaso de quem deveria cuidar, ampliar e agora revelada pela expressiva foto, que demonstra a importancia das pessoas independentes se unirem e fazerem prevalecer o MAB onde ele foi criado, eliminando de vez, a ganancia de empresarios que ambicionam valiosa area com destino definido.
    Contem com a pioneira Natanry Ludovico Osorio

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  3. Karla Osorio Netto disse:

    Chico,
    O relato ao Gersion de Castro é muito ilustrativo e importante.
    É bom ver o tema da revitalização do MAB ser discutido em vários fóruns, blogs, grupos… Isto mostra engajamento e participação efetiva da comunidade brasiliense no assunto !!
    As assinaturas ao abaixo assinado/petição pública que foi lançado recentemente cresceram muito nos últimos dias e este é o primeiro passo para permitir que grupo mais amplo e representativo, participe de modo aberto e transparente neste debate, que não pode se restringir a grupos fechados ou pequenos.
    Somente assim mais pessoas poderão colaborar para cobrar e garantir ação efetiva, concreta e adequada do GDF/Sec. Cultura em relação ao tema.
    Infelizmente o assunto já se arrasta por quase um ano, sem que tenha sido criado sequer um Grupo de Trabalho/GT prometido desde fevereiro, nem tomada iniciativa de formalizar contatos para que seja feito um Concurso Público relativo ao projeto de reforma do Museu. Esta é a forma mais isenta, profissional e adequada para tratar do destino de um patrimônio público de tamanha relevância.
    Vamos reunir e mobilizar os vários segmentos da sociedade interessados na cultura da cidade – a classe artística e diversos outros em torno do assunto. O MAB é essencial.
    Vamos garantir a participação do IAB – Instituto de Arquitetos de Brasília na promoção de um CONCURSO PÚBLICO para o projeto de REFORMA.
    Isto é importante para resgatar este MUSEU em seu sentido mais amplo, inclusive aumentando sua área física, seu alcance, seu programa. Vamos lutar para garantir um monumento à altura de seu acervo e que seja referência internacional, como Brasília merece e precisa !!!!
    Abçs, Karla

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  4. Ana Beatriz Goldstein. disse:

    Chico, parabéns por sua matéria! O MAB não é um patrimônio apenas da classe artística, mas pertence a toda Brasilia , ou como você bem disse “…é um patrimônio de toda uma geração que acredita na arte.. ” Portanto, a sociedade precisa conhecer e ser chamada a participar deste importante movimento para a revitalização do museu. Um processo claro e transparente com discussão e participação de todos.

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  5. Pingback: Abandono cultural: Museu de Arte de Brasília continua em ruínas | Brasília, por Chico Sant'Anna

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