Denúncias de Dadá apontam para a anti-sala de Agnelo a procedência das ordens de arapongagem. Foto: Câmara em Pauta.

Com dificuldades na interlocução com a Câmara Legislativa, o governador Agnelo Queiroz enfrenta graves problemas em sua base e corre o risco de ver nascer uma CPI contra integrantes de seu staff.

No último mês de fevereiro, ele assistiu seus aliados se digladiarem na disputa pela ocupação dos cargos nas comissões permanentes do Legislativo. O enfrentamento se concentrou na disputa pela presidência das comissões de Assuntos Fundiários (CAF), de Assuntos Sociais (CAS) e de Governança, desejadas pelos deputados Cristiano Araújo (PTB), Cláudio Abrantes (sem partido) e Joe Valle (PPS).

O desfecho do caso ficou para a primeira semana de março, na próxima terça-feira, mas dependendo ainda do presidente da Casa, Wasny de Roure (PT) decidir colocar finalmente o assunto em pauta.

Enquanto isso, sem chamar a atenção, a deputada Celina Leão (PSD) apresentou requerimento para a criação da chamada “CPI do Dadá”. O objetivo da apuração será averiguar denúncias feitas pelo ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, para apurar as declarações feitas à Folha  de São Paulo que envolvem o secretário da Copa, Cláudio Monteiro, em supostas quebras de sigilos de políticos e até de jornalistas.

A abertura da CPI já conta com o apoio das deputadas de oposição Liliane Roriz e Eliana Pedrosa, ambas do PSD. Entretanto, diante do cenário nebuloso no Parlamento, a investigação pode tornar-se realidade com apoio de representantes da base de Agnelo..

O recém empossado corregedor, deputado Patrício (PT), já deu sinais de que pode subscrever o requerimento. O mesmo acontece com o deputado Dr. Michel (PEN), que teve seu nome citado pelo araponga, na entrevista que concedeu na semana passada à Folha de S. Paulo.

Do jeito que a coisa anda ruim para Agnelo não está descartada a hipótese de que Celina reúna as oito assinaturas necessárias para a apuração.

Anúncios