Brasília vive atualmente uma triste realidade. A cidade convive com as mais altas taxas de criminalidade do país. Todos os dias, as manchetes dos jornais trazem registros de assassinatos, violência contra a mulher, roubos e furtos. O chamado sequestro relâmpago virou moda. Eles acontecem numa média de 2,5 ao dia.

Diante de toda esta situação de insegurança, em que não se vê policias nas ruas, a população vai virando como pode. Segundo o sindicato das Empresas de Segurança Privada do Distrito Federal (Sindesp/DF), a população procura cada vez mais recursos das empresas privadas de segurança. Nas redes sociais não são poucos os debates sobre mudanças na lei de porte de armas. Sem ter com quem contar, muitos acham que ter um revolver em casa resolveria o problema. Ledo engano.

Mas há também que vê no avanço da criminalidade uma chance de ganhar dinheiro – além dos bandidos, é claro. O Portal G-1 noticia que um grupo de jovens em Brasília criou um aplicativo antissequestro que funciona em celulares. Chamado de HelpMeNow, o aplicativo avisa familiares e pessoas cadastradas sobre uma possível situação de risco quando o usuário do programa não está num lugar de rotina ou autorizado.

Após baixado no celular, a pessoa deve marcar os locais que frequenta ou, se preferir, o aplicativo vai registrando, ao longo do tempo, os locais por onde ela costuma passar. Após cerca de cinco minutos em regiões de risco ou não autorizadas, o HelpMeNow envia uma mensagem perguntando à pessoa se ela está em perigo. Se não houver resposta, ele repete a pergunta mais duas vezes. 

Depois de três tentativas malsucedidas, o aplicativo envia uma mensagem às pessoas cadastradas sobre a possível situação de risco em que se encontra o usuário do sistema. As pessoas que recebem o aviso podem então acessar a localização da suposta vítima por meio do site do HelpMeNow. Segundo o G-1, a Polícia Militar do DF apoia o projeto e a Rotam já demonstrou interesse em fornecer mais informações para a sofisticação do aplicativo.

O projeto começou na Startup Weekend, sediada na Universidade de Brasília (UnB), numa competição de ideias inovadoras na área de tecnologia. Com o grupo formado por um designer, um administrador, um especialista em marketing e cinco programadores, o aplicativo ganhou forma. 

A previsão do grupo é que o HelpMeNow seja lançado até o final de junho. O principal desafio do grupo agora é conseguir investidores-anjo, pessoas que investem em novos negócios com possibilidade de altos retornos. A princípio, o aplicativo poderá ser baixado de forma gratuita nos sistemas operacionais Android e iOS. De acordo com a procura, os jovens pretendem lançar uma versão paga com mais recursos, como os índices de criminalidade em cada região do Distrito Federal. “Isso é bom para pessoas de fora de Brasília, por exemplo. Elas poderão saber onde é mais perigoso e ficar mais atentas”, comenta  o programador Lucas Caixeta.

 

 

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