Por Luiz Martins da Silva

Ando a reconstruir entonações

De um tempo de até bem pouco,

Mas de lendas vindas de um Nilo.

X

São memórias que insistem

Em registrar no papel

Imagens à força das tintas.

X

Esquece poeta o que as cinzas,

Nas ânsias dos corações gratos,

Teimam em falar bem de fogueiras.

X

Hoje, todo o de tudo é possível

Até acabar com o que aos livros

Juraram de não se olvidar.

X

Sim, porque, de novo, a escrita

(Rio sobre rasa superfície)

Anda a redesenhar estimas.

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