Poema de Fim de Semana: Tempo de Papel

Por Luiz Martins da Silva

Ando a reconstruir entonações

De um tempo de até bem pouco,

Mas de lendas vindas de um Nilo.

X

São memórias que insistem

Em registrar no papel

Imagens à força das tintas.

X

Esquece poeta o que as cinzas,

Nas ânsias dos corações gratos,

Teimam em falar bem de fogueiras.

X

Hoje, todo o de tudo é possível

Até acabar com o que aos livros

Juraram de não se olvidar.

X

Sim, porque, de novo, a escrita

(Rio sobre rasa superfície)

Anda a redesenhar estimas.

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Poema de Fim de Semana: Tempo de Papel

  1. romulo disse:

    esse cara sabe dizer coisas quase indizíveis. poeta mesmo é assim – tem algo de profeta.

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