Ensaiado grito do PMDB
por candidatura própria no DF.

Por Leonardo Mota Neto, publicado originalmente na Carta Polis

Em Brasília, a política é regada a almoços e jantares. Neles são decididas as melhores e as piores coisas dessa atividade regada a  Maquiavel.

Em jantar no Lago Sul de Brasilia, nesta semana, que teve como anfitrião o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli,o presidente da República em exercício, Michel Temer, e toda a bancada federal do PMDB, ensaiaram um grito de independência no sentido da candidatura própria a governador do DF.

Ou que se traduz por rompimento da coligação com o PT e apresentação do nome de Filippelli como candidato a governador.

Uma das figuras coroadas presentes, o senador Renan Calheiros, chegou levando um convidado-surpresa, o único que não era do PMDB:o senador Gim Argello, na condição de “penetra de luxo”, como destacado integrante da tropa de choque do presidente do Senado.

Nem por isso a conversa mudou de intensidade ou esmoreceu, segundo uma testemunha dos fatos.

Debalde, foi mantido o compromisso de sigilo total estabelecido pelos convivas do jantar: conservar entre quatro paredes o conteúdo do que ali se conversou e se acertou.

Este foi: há espaço para apresentação de uma candidatura própria do PMDB a governador, e o candidato que agregar os segmentos centrista e da direita terá fortes chances de vitória.

O nome que se mostra maduro, segundo a avaliação do cenário político-eleitoral local, é o de Filippelli.

O campo das probabilidades ampliou-se com a retomada das boas relações do vice-governador com o ex-governador Joaquim Roriz, testemunhada por participantes de uma recente missa na Catedral de Brasília, a que ambos estiveram presentes.

A ser verdadeira a informação sobre a nova aliança Tadeu-Roriz,será imaginável que a deputada distrital Liliane Roriz (PSD)possa compor a chapa como candidata a vice.

Uma opção pragmática para fechar tal lógica será um nome conservador e de visibilidade pela população para a única vaga no Senado,e esse é o de Argello.
Por enquanto, tudo não passa de reza forte do PMDB.

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