Por Luiz Martins da Silva

Redemoinhos vermelhos

Encomendavam gramados.

 

Todos eram forasteiros

Do futuro exagerado.

 

Teria sido mais humana

A cidade quando barro?

 

Resiste a cidade-Plano

Aos planos de tanto carro?

 

Mais prédio havia que gente,

E mais gente era operária.

 

Outrora a obra em canteiro,

Agora, a vida em crediário.

 

Do peão de capacete

Ao capacete de chumbo.

 

E se mais fez liberdade,

Verdade, carece prumo.

 

Árvores maiores de idade,

Hoje, avós de tanta gente.

 

Será que honrando o passado

De glória se faz o presente?

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