
Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Alexandre Amarante
[Para todas as mães de nossas vidas]
Foram à palavra de origem misteriosa
Buscar no Lácio a que fosse altíssima rima,
Mas por não a achar rimaram-na com rosa,
Imagem pura a se abrir em pétalas divinas..
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Mater Dei Genitrix, Stela Matutina,
Quantas ladainhas, epítetos, loas
Para a genitora de todos os nascidos,
Trazendo ao colo o próprio Deus menino..
.
Encontram na arca os verbos mais antigos
Parir, nascer, nutrir e a própria Natureza
Brotando-se em robustos substantivos.
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Que ungem Criador e criaturas na beleza
De quem a tudo e a todos abençoa a um só tempo,
Do minúsculo germe ao Ser maior do firmamento.

Lindo poema!
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Queridos Lula e Chico. Parabéns aos dois pelo poema e pela divulgação. Entre os méritos está me fazer lembrar do meu relacionamento com minha mãe, que já está no andar de cima, e de um prêmio que ganhei aos seis anos de idade na escola, pela frase que escrevi em comemoração ao Dia das Mães (o prêmio foi um livro sobre o Padre Anchieta). Numa família de cinco irmãos, tenho a alegria de ter sido o filho a quem minha mãe pedia pra ceder nas inevitáveis brigas e assim facilitar a sua vida. A frase foi a seguinte: Deus me deu um suave anjo da guarda: minha mãe.
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Prêmiomerecido,Padú.
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luiz martins é um dos melhores poetas brasileiros contemporâneos e não preciso dizer mais nada. mas a propósito do assunto, o velho ditado diz que “mãe só existe uma”. não é verdade.
e a mãe Terra? e a mãe d’água? e a mãe natureza? somos todos filhos das mães!
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