caramujo2Por Luiz Martins da Silva

Caramujo andante ao céu exposto,

Cifra reflexa de um constante êxtase,

Sinal que emana de mares tão remotos,

Refluxo de estrelas exultantes.

 

Em sua trilha um caramujo ensina

A senha que é sua própria casa em código,

No diapasão matemático do cosmos,

Espiral coerente do infinito.

 

Um cara em cuja capa de marujo

Diagrama o que as sondas reverberam,

Partitura de um recital de esferas.

 

A roupa de mochileiro das galáxias

Guarda a estampa do fogo, agora, fátuo,

Com que deixa no chão rastro de nácar.

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