Catetinho: o novo espaço da música erudita de Brasília

Camerata Música Nova transforma o Catetinho em um novo espaço musical de Brasília. Foto: Chico Sant'Anna

Camerata Música Nova transforma o Catetinho em um novo espaço musical de Brasília. Foto: Chico Sant’Anna

Foto e texto por Chico Sant’Anna

A garotada chegou para conhecer o lugar que primeiro acolheu Juscelino Kubitschek, em Brasília, o Catetinho. Mas antes mesmo de ir conhecer os aposentos do presidente que decidiu construir Brasília, foi surpreendida com um grupo de homens de preto. Não, não se tratava dos artistas do filme Men in Black, mas sim um grupo de músicos clássicos, que formam a Camerata de Música Nova, comandados pelo jovem maestro Jorge Lisboa Antunes.

Trata-se de um projeto inovador, por ele idealizado, que está transformando a primeira residência presidencial em Brasília, o Catetinho, no novo espaço da música erudita da Capital Federal. Denominado Museu Sonoro, ele pretende transformar espaços de museus em espaços musicais. Desta forma, além do Catetinho, há apresentações previstas no Museu Vivo da História Candanga – no Setor de Postos e Motéis da Candangolândia, no Museu da República e no Centro Cultural Três Poderes.

Camerata é um pequeno grupo que executa música de câmara, a música clássica tocada por até dez instrumentistas. Esta foi a segunda vez que a Camerata de Música Nova se apresentou no Catetinho e, ao longo dos meses de junho e julho, estão previstas mais duas apresentações, sempre nas manhãs de Sábado. No dia 29 de junho, o programa prevê obras de Anton Webern, Edson Zamprona, Charles Edward Ives, Tomás Marco Arafón e Luciano Berio. Para o dia 20 de julho estão elencadas obras de Eduardo Cárceres, Diana Arismendes e Luciano Berio.

No repertório, as obras de Silvestre Revueltas, Karlheinz Stockhausen, Ricardo Tacuchian, Jorge Antunes (pai do maestro idealizador do projeto) e Edgar Varèse. Foto de Chico Sant'Anna

No repertório, as obras de Silvestre Revueltas, Karlheinz Stockhausen, Ricardo Tacuchian, Jorge Antunes (pai do maestro idealizador do projeto) e Edgar Varèse. Foto de Chico Sant’Anna

Repertório

Sob o piloti de madeira da sede do Catetinho, neste sábado, 1º de junho, turistas e moradores do Park Way puderam se deliciar com as obras de Silvestre Revueltas, Karlheinz Stockhausen, Ricardo Tacuchian, Jorge Antunes (pai do maestro idealizador do projeto) e Edgar Varèse.

O som do oboé, da flauta, do baixo, parece ter hipnotizado a meninada que se deparou com um som diferente daquele que está acostumada a ouvir.

O espaço do Catetinho, que com a tranqüilidade de sua mata ao redor, inspirou Tom Jobim a compor a Sinfonia da Alvorada, demonstra ter sido uma excelente escolha para apresentações musicais. O lugar, que hoje recebe apenas turistas que visitam à capital, pode se transformar num excelente point da música, proporcionando, não só aos moradores do Park Way, mas de todo o Distrito Federal uma opção de lazer diferenciada e de qualidade.

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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