A moda de pagar em dinheiro benefícios a segmentos sociais diversos está pegando mesmo. Depois do GDF ter criado uma gratificação pecuniária para policiais que cumprirem suas tarefas apreendendo armas de fogo e da Câmara dos Deputados aprovar em suas comissões uma ajuda de custo mensal a mulheres estupradas que mantiverem seus filhos, a já chamada “bolsa estupro”, a Câmara Legislativa do Distrito Federal pode inovar criando o que certamente será chamado de “bolsa alcagüete” ou , então, de “auxílio dedo-duro”.

Pelo projeto, os cidadãos do DF cuja denúncia da prática de crime levar efetivamente à recuperação de valores aos cofres públicos poderão receber prêmios em dinheiro. A medida consta do projeto de lei nº 857/2012, de autoria do deputado Prof. Israel (PEN), que estabelece a destinação de 10% do valor recuperado aos denunciantes. A proposição já foi aprovada, na terça-feira (11), pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa.

De acordo com o texto, o valor do prêmio será dividido da seguinte maneira: 70% para o primeiro denunciante e 30% para os demais. A matéria precisa passar ainda pelo plenário da Casa e ser sancionada pelo governador para entrar em vigor.

Do jeito que a cidade tem vivenciado escândalos, como o da Caixa de Pandora, a “bolsa alcagüete” ou “auxílio dedo-duro”, se aprovada em definitivo, tende a ser um sucesso.

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