Pirenópolis,  em Goiás, vai realizar, de 12 a 15 de setembro, a quarta edição do Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação. Trata-se de evento único em seu perfil na América Latina, o Slow Filme exibirá filmes de vários continentes: serão 16 títulos exibidos ao longo de 12 sessões, no histórico Cine Pireneus. O evento une cinema e gastronomia para, juntos, falarem de um mundo mais justo, digno e saudável. 

O festival contará com filmes inéditos da França, Bélgica, Peru, Portugal, Brasil, Alemanha, Taiwan, Itália, Israel, México, Estados Unidos e Paraguai. A curadoria é do professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi .

O festival também vai incentivar a produção orgânica, exibindo o longa documentário Brasil Orgânico, de 2012, dirigido por Kátia Kloch e Lícia Brancher, que percorre seis biomas do território brasileiro para mostrar a aposta de agricultores e empresas na produção sem veneno e o sucesso destas empreitadas. Após a sessão, as diretoras conversarão com o público.

Bom, justo e limpo. Assim devem ser os alimentos, segundo os conceitos do Slow Food. Bom de qualidade, justo para com aqueles que atuam em sua linha produtiva, limpo para o meio ambiente. Estes princípios que hoje já encontraram eco em quase todos os países foram concebidos e amplamente divulgados por Carlo Petrini, fundador do Movimento Slow Food.

Contam que, em 1989, Petrini reuniu uma pequena brigada de ruidosos militantes para tentar impedir a abertura de um McDonalds na Piazza di Spagna, no coração de Roma. Logo depois deste episódio, nasceu o Slow Food com um objetivo claro: lutar contra a massificação e vulgarização do ato de comer, simbolizadas, ambas, pelos “fast-foods”. Estas e muitas outras histórias estão relatadas no novíssimo Slow Food Story, filme de 2013, dirigido por Stefano Sardo e que poderá ser visto em primeira mão no Brasil durante o 4º Slow Filme. 

Exibido no Festival de Berlim 2013 e dirigido por Sardo, que é diretor artístico do Slow Food on Film, festival do movimento Slow Food, o filme recupera toda a história do movimento que revolucionou a gastronomia e a forma de encarar os alimentos no mundo. Em seu filme, Sardo volta à província onde nasceu Carlo Petrini, apresenta seus melhores amigos, mostra suas viagens e palestras pelo exterior e as mudanças que têm sido provocadas pela ação de Petrini. Uma chance de mergulhar no pensamento do homem que defende um “novo humanismo”. O filme será exibido no sábado, às 19h, no Cine Pireneus.

Na gastronomia, um dos destaques desta quarta edição é a participação do chef português André Magalhães, membro do Slow Food em Portugal, que virá especialmente de Lisboa para participar neste festival brasileiro. André Magalhães fará uma palestra sobre as diversas qualidades e os benefícios do azeite de oliva.

André é chef de cozinha, antigo produtor de cinema e televisão em Paris, cronista gastronômico, proprietário do consagrado restaurante Taberna da Rua das Flores em Lisboa e professor universitário de gastronomia. A apresentação que ele preparou, acontecerá na noite de sábado (14 de setembro). No domingo (15), no cinema, Portugal será representado com a exibição do curta-metragem “Como as serras crescem”, da realizadora portuguesa Maria João Soares.

Antes da conferência do chef André Magalhães, serão exibidos os documentários “O azeite de Maria da Fé”, da série “Trilhas do Sabor”, e o português “Azeite aromatizado com tradição”, que descreve o dia-a-dia de uma fazenda de Vila Velha de Rodão, situada na região centro de Portugal, que desde 1900 produz azeitonas de forma biológica, sem uso de qualquer produto químico. Após a sessão haverá degustação de azeites portugueses, numa promoção da Companhia do Azeite.

Representante de mais de 40 marcas de azeites produzidos em Portugal, a Companhia do Azeite (www.companhiadoazeite.com.br), irá oferecer em degustação algumas dessas marcas. Dentre os selecionados estão Monte do Mouchão, produzido na região do Alentejo, e Acushla, da região do Douro e Trás-os-Montes.

Mais informações sobre o festival, clique aqui.

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