Poema de Luiz Martins da Silva

Minha dor nem chega à rosa,

De ser um degrau à Cruz,

Mas é um pigmento de luz,

Facho de tinta amorosa.

 

Minha dor não chega a susto,

De mover estátuas vivas,

Mas, desde já, já presente,

O que a mantém exaurir-se.

 

Minha dor, giro do mundo,

Protelamentos mesquinhos,

Jardins floridos de pedras.

 

Minha dor não é de perdas,

Mas das vitórias dormentes,

Ainda remansos na lida.

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