
Texto de Chico Sant’Anna,
com base em informações de
Bruno Sodré, da Ascom CLDF.
Fotos: Chico Sant’Anna, pelo celular.
A vegetação típica de Brasília deixa seu habitat natural para compor as obras do artesão e ecoartista Mestre Ataíde para retratar o próprio cerrado. Cores fortes se contrapoem ao marrom do Planalto e das telas.
Assim são as obras do artista, que com humildade se autodefine artesão. Até as molduras, em peças de madeira de balsa e buriti, são ecológicamente corretas e com raízes no cerrado.
“Na minha visão de artesão, o artesanato tem que representar a “alma” e a cultural de um povo” – ressalta Ataíde.
O artesão questiona as raízes do que é oferecido aos turistas que visitam Brasília.
“Ao visitar por varias vezes a Feira de Artesanato da Torre de TV, notei que na maioria das prateleiras das barracas as peças expostas e oferecidas aos turistas têm pouco ou nada das tais características. Até porque, são peças manufaturadas ou copiadas de revistas especializadas e maquiadas por técnicas artesanais. Os turistas certamente ficam frustrados com tamanha falta de originalidade e criatividade nos “artesanatos” ali expostos (raras exceções). Sem opção, lamentavelmente não levam em suas bagagens uma autentica lembrança física/cultural de Brasília” – explica.
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Paulo Ataíde Cavalcante é um goiano, filho de baiano, que veio para Brasília com seus pais e seis irmãos, em 1962. Sem formação acadêmica, ele pauta o trabalho pela sensibilidade e a criatividade artística.
Procura sempre expressar-se e exaltar a vida da maneira mais lúdica possível. A ecoarte é uma técnica por ele apresentada como elemento de educação e conscientização ambiental, inclusão social e que pode ser um gerador de renda para os artistas através da sua produção e auto-sustentabilidade.
Os trabalhos mais recentes do Mestre Ataíde podem ser desfrutados em duas exposições no foyer do plenário da Câmara Legislativa.

“Pensando Oscarmente” traz uma série de telas em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer e àqueles que idealizaram e participaram da construção de Brasília.
Entre as inspirações para as pinturas sobre papelão, emolduradas em talos de buriti, estão as colunas dos palácios do Planalto e da Alvorada, a simplicidade lógica dos traços de Lúcio Costa e a vibração de Israel Pinheiro e seus “peões”.
Mas o que chama mais atenção são as peças da exposição “Janelas do Cerrado”. São trabalhos realizados por Mestre Ataíde entre 2004 e 2010.
Todos feitos com elementos da vegetação do cerrado para retratar o próprio cerrado. Folhas secas, galhos, flores…

O artista se diz ser influenciado pelo bioma cerrado e sua diversidade e adota uma técnica ecologicamente correta.
Todos os materiais são de origem vegetal, 98% recolhidos no chão do cerrado, calçadas e ruas das superquadras de Brasília. São sementes, cascas de árvores, folhas e galhos secos, papelão usado e descartadopelocomércio, cola e tecido de juta. Apenas 2% do material utilizado são comprados no mercado local.
“Na minha visão de artesão, o artesanato tem que representar a ‘alma’ e a cultura de um povo”, observa Ataíde.
Quem desejar contatar o Mestre Ataíde, ele utiliza o correio eletrônico: atelieataideecoarte@gmail.com

Muito obrgado pelas palvras e o sentimento nelas explicito.
ATAIDE
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Excelente trabalho: belo e correto. Parabéns.
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Grande Meste Ataíde. Merece todo sucesso do Mundo! Forte abraço do Gambirasio
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Mestre Ataíde merece todo sucesso do Mundo! Forte abraço do Gambirasio
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