Primavera 2008  - Flor de ibiscocom creditoPoema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Mortos, não; nem é ocaso.

Pois, de vida, até são unos.

Nós é que não os vemos,

Senão em diáfanas imagens.

 

São o que somos, hoje, raízes.

Para além de sangue e gente.

Laços de todo um presente,

Lacres de saudade e mármore.

 

Alguns, já dissolutos corpos,

Minerais de outros séculos.

Outros, recentes gerânios.

 

Serão, é bom que saibamos,

Sonhos que ora geramos:

Futuros ainda em polens.

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