Brasília tem o maior PIB per capita do Brasil. Mas economia patinou

O poder público, federal e distrital, responde por 54,7% do Produto Interno Bruto da Capital Federal.

Por Chico Sant’Anna

Em 2011, o Distrito Federal apresentou o maior Produto Interno Bruto – PIB per capita do pais. A soma das riquezas produzidas na Capital Federal, dividida pelo total de sua população, apresentou, naquele ano, o valor de R$ 63.020,02 para cada habitante de Brasília.

Este quantitativo é quase três vezes a média brasileira e, praticamente, o dobro da registrada em São Paulo, R$ 32 449,06, a segunda maior do País. Entre os estados com o PIB per capita menor, encontram-se Maranhão e Piauí, com gvalores de R$ 7 852,71 e R$ 7 835,75, respectivamente. Estas informações são da pesquisa Contas Regionais do Brasil de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia – IBGE, no dia 22/11.

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Apesar de possuir o maior PIB per capita do Brasil, a pesquisa do IBGE apontou que em 2011 – primeiro ano da administração Agnelo/Filippelli à frente do GDF – a economia brasiliense patinou. Naquele ano, a Região Centro-Oeste ampliou  a sua participação no PIB nacional em 0,3 ponto percentual, em relação a 2010. O avanço se deu exclusivamente ao desempenho dos Estados de Goiás e Mato Grosso: cerca de 0,1 ponto percentual na participação do PIB brasileiro, sendo responsáveis por 2,7% e 1,7%, respectivamente. O Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, por sua vez, mantiveram a mesma participação do ano anterior (2010): 4,0% e 1,2%, respectivamente. Quando comparado a 2009, o desempenho candango apresenta uma retração de 2,5%.

Segundo o IBGE, o avanço da fronteira agrícola, os incentivos regionais a mobilidade de fábricas e industriais (leia-se guerra fiscal), além do avanço das novas classes consumidoras, foram alguns dos fatores que influenciaram a perda de participação de estados tradicionalmente vistos como fortes no PIB brasileiro, como são os casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o DF.

Distrito Federal

Em Brasília, 93,3% do PIB local deve-se ao setor de Serviços e, no interior deste, ao segmento da Administração, saúde e educação públicas e seguridade social. Em outras palavras, o desempenho é atribuído essencialmente ao poder público, tanto distrital, quanto federal. De cada R$ 10,00 da economia local, R$ 5,50 depende deste segmento. Desta forma, se a participação brasiliense no PIB nacional patinou, em um ano em que o PIB do Brasil cresceu 2,7%, isso foi consequência das políticas públicas adotadas pelos dois governos para Brasília.

Em 2011, a indústria candanga respondeu por 6,4% do PIB local e, neste segmento, dois terços são atribuídos à indústria da Construção Civil. O Comércio – que é computado pelo IBGE dentro do setor de Serviços -, teve peso idêntico ao da Indústria. Já a agropecuária possui peso bastante reduzido: 0,3%.

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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