Fotos de Evando F. Lopes e Chico Sant’Anna. Texto de Chico Sant’Anna, com base em Jardineiro.net, Bonzai.Kai Plantas e Jardim

A Caliandra – Calliandra dysantha – (Angiospermae), da família  (ex-Mimosoideae) poderia ser considerada a flor símbolo de Brasília. Quem mora há mais tempo na Capital Federal, com certeza, já teve a oportunidade de vê-la se destacando em meio ao verde do cerrado. Seu formato, em forma de pompom e a cor vermelha a faz despontar. Pelo formato, também é conhecida pelo nome popular esponjinha e, pelo dificuldade que traz aos trabalhadores rurais na hora da capina, é chamada por alguns de quebra-foice.

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Nos cerrados ainda intocados, são fáceis de se encontrar, principalmente na época da seca, pois o colorido dessa flor se contrasta com o marrom e cinza da vegetação. Foto de Chico Sant’Anna.

Em outras regiões do Brasil, ela também pode ser conhecida por Crista de galo, Arbusto-chama, Diadema, Esponjinha-sangue, Esponjinha-vermelha, Mandararé e Topete-de-pavão. Engana-se, contudo, quem pensa que suas flores são sempre vermelhas.

Muito graciosas, com aspecto que lembram pompom, elas variam do branco ao vermelho. Devido a delicadeza e finura de suas folhas ocorre um processo natural um fechamento das mesmas durante a noite.  Surgem frutos no verão após a floração primaveril. É uma espécie muito ornamental, devido principalmente ao charme de suas flores felpudas.

Atualmente, elas chegam a ser cultivadas em vasos, para decoração doméstica, se valendo da técnica japonesa do bonzai. Ela é excelente também para formar cercas vivas topiadas ou renques informais. Também pode ser plantada isolada, criando um certo destaque ao jardim quando está florida.

Alguns pesquisadores a apontam como uma espécime nativa do Brasil, outros afirmam ser comum às regiões tropicais das Américas. Trata-se de uma planta arbustiva, lenhosa e muito florífera. O caule é ramificado e as folhas compostas, bipinadas e opostas, com folíolo pequenos, de cor verde escura.

As inflorescências são do tipo umbela, com flores pentâmeras e vermelhas, são caracterizadas pelos longos e sedosos estames. Nos cerrados ainda intocados, são fáceis de se encontrar, principalmente na época da seca, pois o colorido dessa flor se contrasta com o marrom e cinza da vegetação. Deve ser cultivada a pleno sol, em solo fértil, drenável, sem cuidados especiais pois é bastante rústica. As podas de formação estimulam o adensamento da planta. Multiplica-se por estacas e sementes e é tolerante ao frio.