Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Cena I

 Pai: – Filho, quero de você um presente!

Filho: – Não enche, velho.

[Mas, naquele Natal o “velho” não ‘encheu’ e o filho não se drogou].

 

Cena II

Esposa: –  Amor! Posso lhe pedir um presentinho de Natal?

Esposo: – Pode, não!

[Mas, naquele Natal o marido ‘não bebeu’].

Cena III

Neto: – Vô, você vai aparecer na Noite de Natal?

Avô: – Querido, eu trabalho de Papai Noel…

[Mas, naquele Natal, o “bom velhinho” foi o próprio Vovô].

Cena IV

Namorado: – Amor! Neste Natal, adivinha o que eu quero!

Namorada: – Sem camisinha, não vai rolar!

[Mas, naquele Natal, fizeram um teste de HIV].

Cena V

Doente: – Na Noite de Natal, me dê um sonífero!

Enfermeira: – Pode deixar, você vai sonhar com Papai Noel!

[Mas, naquela Noite de Natal, houve confraternização no Hospital].

 Cena VI

Assaltante: – Criança! Avise lá que o Papai Noel chegou!

Criança: – Mãe! Tem um homem lá fora, dizendo que ele é Papai Noel!

[Mas, naquela Noite de Natal, o assaltante virou convidado].

 Cena VII

Carcereiro: – Indulto de Natal! Feliz Natal!

Preso: – Adeus! Feliz Ano Novo!

[Mas, depois daquele “saidão”, o beneficiário retornou].

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