Poema de Fim de Semana: Made in Lilliput

Por Luiz Martins da Silva

Guardo, no meu quarto, mas já sem pilha,

Jaz, lá, esse trambolho que um dia tanto

Prometeu, vindo das nuvens, doce maravilha,

Deslumbre, mas, logo, no prego, desencanto.

X

Logro, fiar-me em alegrias deste mundo

De inutilidades para ingênuos viajantes.

Eterno amador, de boa fé, bem que eu fui ao fundo,

Por um triz, fui feliz, mais que um neto de Arcanjo.

X

Oh! Meu Senhor! Quanta gente há, fingida.

Cretinos! Vendem alegrias para toda uma vida.

Antigamente, pelo menos se dava uma corda.

X

Hoje, brinquedos digitais, caleidoscópicos,

Sonoras companhias, música, animação,

Para logo dormirem, inertes, num montão.

Anúncios

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s