Dilma retirou o apoio a Gim ao saber que ele não havia encaminhado todas as certidões negativas provando ser Ficha Limpa

Por Leonardo Mota Neto, publicado originalmente em Carta Polis

O Palácio do Planalto tomou a decisão de não mais interferir para ajudar seu aliado do PTB a ser aprovado pelo Senado como ministro do Tribunal de Contas da União. O primeiro teste do nome de Gim entre seus pares do Senado resultou em derrota ao ser submetido ao plenário o pedido de urgência requerido pela liderança do governo Dilma.

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A presidente Dilma não se furtou a ajudá-lo na aprovação através de seu líder no Senado, mas pediu ao senador Renan Calheiros – que patrocinou a candidatura e lhe levou o assunto – que o senador Gim levasse a Palácio do Planalto os atestados comprovando que nada deve à justiça.

Gim levou os documentos, porém somente os transitados em julgado. As informações sobre os processos em tramitação – notadamente no Supremo Tribunal Federal, no total de 6 – não foram encaminhadas.

Renan convenceu Dilma de que o governo devia apoiar Gim pelos serviços prestados pelo senador do PTB brasiliense nas batalhas campais da maioria governista no Senado. E aduziu que Gim nada mais devia à justiça.

Dilma não teria gostado nada de saber que o senador tem ainda muito a explicar aos tribunais superiores e também ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Por isso decidiu não pedir por ele à maioria do governo na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida pelo senador Lindbergh Farias, quando fosse submetido à sabatina, para ter seu nome aprovado para o TCU.

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