Poema da Copa: Receita de Choro

chororô da copaPor Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Se vier a calhar de ser choro,

Seja eclusa liberta de um rio.

Deixar-se além, balseiros de flores,

Pétalas sabem de algum ir.

 

Lágrimas são boas de chá,

Ervas sabem de fluir soluços.

E, ainda que seja uma dor efluente,

Antecipe o caminho do azul.

 

Chás são próprios da arte,

Tanto quanto sabe o arqueiro

Na mira de Baco ou de Eros.

 

Ervas são boas de sonhos,

Eventualmente de lírios,

Sobre lápides ou lábios.

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Copa do Mundo & Olimpíadas, Cultura e marcado . Guardar link permanente.

Uma resposta para Poema da Copa: Receita de Choro

  1. Nailda Rocha disse:

    É assim. Coisa de mestre. Não à toa o é. Faz da dor suave encontro, pra chá de pétalas. É do Mestre, assim creio, que o fez “mestre” da beleza em verso. Alívio no peito, olhos límpidos…

    Curtir

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