Quem é Chico Sant’Anna?

“Meu sonho maior é aquela Brasília sonhada por Juscelino, Lúcio Costa, Darcy Ribeiro. Mas, o mais importante: tem dinheiro pra fazer tudo isso. No orçamento de 2015, serão mais de R$ 30 bilhões. É dinheiro que não acaba mais.”

Por Francisco Lima Junior, no blog Política Real

Seguindo a trilha da campanha eleitoral que parece, finalmente, ter começado e tomado conta das ruas do DF e das redes sociais, essas que poderão ser decisivas nas eleições deste ano, o blog foi saber quem é o candidato a deputado distrital pelo PSol, Chico Sant’Anna. Este tem sido o comportamento adotado aqui, como forma de levar ao nosso eleitor o máximo de informações sobre todos que estão na disputa eleitoral deste ano. Portanto, se você gostaria de saber mais sobre algum candidato, escreva para fpaulalj@gmail.com indicando o nome dele, que iremos atrás das informações para você, leitor.

Chico Sant’Anna é filho de engenheiro civil e de professora de idiomas, chegou com os pais a Brasília, ainda bebê, em 1958, muito antes de a cidade nascer. Cresceu com ela. Aqui se formou Jornalista. Hoje, tem 56 anos e há 22 anos atua como Jornalista e Documentarista concursado da TV Senado, trabalhou nos principais meios de comunicação do Brasil (TV Globo, SBT, Manchete e Folha de São Paulo, dentre outros). Edita dois blogs: Brasília, por Chico Sant’Anna Chico Sant’Anna e a Info Com. Possui mestrado e doutorado e como pesquisador acadêmico, é na área de Comunicação Pública uma referência nacional. Lecionou Jornalismo no UniCeub, Iesb e UnB. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do DF e vice-presidente das federações Nacional de Jornalistas (Fenaj), Latino-americana de Jornalistas (Felap) e vice-presidente mundial da Federação Internacional dos Jornalistas, com sede em Bruxelas, e tem experiência na gestão pública, tanto em nível local, quanto Federal.

Abaixo a longa, mas muito interessante, entrevista que ele concedeu a este blog. Vale conferir. PR: Você é uma pessoa que conhece Brasília como poucos, e de muitos anos, que análise você faz do momento político no DF?

O país e Brasília passam por um momento delicado da política nacional. Depois do fim da ditadura militar e da conquista da autonomia política do Distrito Federal, a população acreditava em grandes mudanças, num salto de qualidade.

A decepção com a maioria dos governos que tomaram assento no Buriti é tão grande que hoje o desalento em votar é muito grande. E quando se fala em Câmara Distrital, o que mais se ouve é o questionamento da sua própria existência.

Mas a CLDF é uma casa importante para o perfeito funcionamento das instituições em Brasília. É urgente passar das críticas aos nossos deputados para uma retomada do seu papel central na vida da cidade.

É ela, a Câmara, que aprova os planos de ocupação e desenvolvimento urbanos, como os polêmicos PPCUB, PDOT e LUOS que ai estão.

É ela, a Câmara, que estabelece as prioridades de gastos por meio do orçamento.

É ela, a Câmara, que investiga os desmandos do governo com comissões de inquérito.

Os deputados distritais têm o poder de convocar os governantes a dar explicações dos seus atos.

É ela, a Câmara, que pode até destituir um governador.

Minha candidatura se coloca dentro de uma meta de luta por um Legislativo transparente, comprometido com a ética, com o moderno, interativo, que dialogue permanentemente com os eleitores. Ela visa que nosso Legislativo redirecione as políticas públicas para um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais sustentável, menos poluente, menos predador e baseado na produção do conhecimento, na potencialização do verde, no fornecimento de serviços públicos de qualidade, no incremento do turismo e da produção cultural. A juventude de Brasília possui os índices mais altos de formação e qualificação. O modelo econômico deve dar oportunidade a ela.  

PR: A sociedade brasileira, com o surgimento de meios mais democráticos de comunicação, como as redes sociais, começou a descobrir o verdadeiro sentido da palavra ética, também na política?

As redes sociais deram vozes a muitos cidadãos que não tinham como expressar seus sentimentos, suas decepções, suas alegrias. A imprensa em Brasília, além de estar nas mãos de uns poucos grupos econômicos, foca só a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Buriti. Não há um jornalismo focado no comunitário. O cidadão comum não tem voz. Para ser ouvido tinha que fazer manifestações, bloquear estradas, fazer barricadas.

Com as redes sociais ele fala e cobra de seus governantes. Denúncia, reivindica. E a ética na política é um dos temas que mais preocupa o cidadão, pois ele sabe que sem ética no governo as prioridades sociais não serão atendidas, os recursos públicos serão desviados, obras serão superfaturadas, faltará medicamento nos hospitais, as escolas não serão reformadas ou não terão professores. Uma administração pública sem ética significa a população ter sua qualidade de vida, seu bem-estar prejudicados. Por isso, defendo que sejam criados mecanismos de participação direta do cidadão na administração pública. Mecanismos onde ele possa propor e fiscalizar ações de governo.

PR: Que peso você considera que terão as redes sociais nas eleições do DF, deste ano?

As redes sociais terão múltiplos papéis.

Em primeiro lugar aproximarão mais o eleitor do candidato. Elas permitem um dialogo direto, sem intermediários. Para candidatos que estão em partidos com pouco tempo de horário eleitoral, mas com muita proposta a levar à sociedade, como é o meu caso, ela é a única fórmula de se fazer conhecido. De que nossas idéias sejam conhecidas.

Mas esta relação via redes sociais está sendo utilizada pelos candidatos poderosos, com grande poder econômico, de uma forma artificial e robotizada. Equipes de profissionais, programas sofisticados de computador, monitoram tudo o que está acontecendo. Por meio de um mecanismo de georeferenciamento, sabem, em tempo real, até de onde o blogueiro, o twiteiro, o facebokeiro está postando suas mensagens. Os mecanismos permitem até traçar um perfil sócio-político daqueles que atuam mais intensamente nas redes sociais.

Desta forma, candidatos hiperestruturados, montam suas estratégias de anular o concorrente ou de desacreditar e até mesmo calar cidadãos mais críticos.

Pessoalmente, já senti que em determinados grupos que faço parte na mais importante rede social do momento, postagens de minha autoria não se materializam e os gestores desses grupos informam que, da parte deles não há nenhum obstáculo as minhas postagens. Então, quem está bloqueando? As nuvens?

Certa vez, depois de revelar documentos internos do GDF, fiquei mais de 30 dias impedido de postar em uma grande rede de relacionamento pessoal. Quem me bloqueou? A mando de quem?

Assim, estes mecanismos eletrônicos associados a estes exércitos de pessoas transformam a conversação das redes sociais em uma relação artificial, onde o eleitor não tem dialogo com seu candidato, mas com uma máquina e, de outro lado, um esquema de espionagem, pelo qual os candidatos ricos monitoram a vida de cada cidadão que atua nas redes sociais. Muito se falou da espionagem norte-americana, mas aqui em Brasília, tem candidato que faz muito parecido.

Há ainda uma patrulha ideológica muito intensa. Simpatizantes deste ou daquele candidato ou partido censuram as colocações que são feitas em oposição. Não querem dialogar, colocar em exame os argumentos. Não permitem o contraditório, apagar mensagens que não são de seu agradou ou, o que é pior, bloqueiam a pessoa que verbaliza em desacordo com aquilo que estes censores defendem.

PR: Verificamos, no DF, que a cada eleição cresce o numero de eleitores do seu partido, o PSol, basta conferir a votação de Toninho a cada eleição, a que você atribui isso?

Muita gente diz que político é tudo igual, é tudo farinha do mesmo saco. E o Psol vem tentando mostrar que não é bem assim. O Psol nasceu no escândalo do Mensalão. Parlamentares como a então deputada federal Maria José Maninha, trocaram a posição cômoda de ser parlamentar do partido que estava no governo, pela posição crítica e ética de não concordar com as práticas mensaleiras do PT a época. Deixaram o partido, criaram o Psol. Tudo por conta do princípio da ética na política.

É esta mensagem que a cada eleição o eleitor do DF toma conhecimento, conhece nossas idéias, o que defendemos e que somos diferentes. Nas últimas eleições, nosso candidato ao GDF, Toninho do Psol, começou com zero nas pesquisas eleitorais e chegou, em terceiro lugar, com 14,5% do eleitorado, cerca de 200 mil votos. E o que é melhor: com uma campanha que custou pouco mais de 50 mil reais, contra milhões gastos pelas coligações Roriz e Agnelo.

Agora não será diferente: Os candidatos Arruda, Agnelo e Rollemberg declararam ao TRE projetar gastos de 30 milhões, 50 milhões ou mais. Nós estabelecemos um limite de R$ 950 mil ,mas nem devemos chegar a isso, pois não aceitamos doação de campanha feita por empresas. Só aceitamos de pessoa física, do cidadão.

Se não aceitamos dinheiro das empresas, não temos rabo preso com elas. Não devemos nada a empreiteiras, construtoras, imobiliárias, empresas de ônibus.

Nossa política de alianças também é criteriosa. Veja que no segundo turno das eleições de 2010, ofereceram cargos aos membros do Psol para que apoiassem Roriz ou Agnelo. O Psol rejeitou as duas ofertas pois não estava a procura de cargos e não via diferença ética nas duas chapas que concorreram no segundo turno.

O tempo mostrou que o Psol estava certo. A administração Agnelo carrega os maiores índices de rejeição popular de todos os tempos.

Nessas eleições, o Psol é efetivamente a única novidade no cenário político. O brasiliense já testou Arruda e viu o panetone em que terminou o mandato dele. Testou Agnelo, e é isso que todos vemos. E Rollemberg é um candidato que até a 25ª hora estava na administração de Agnelo.

Além disso, o ex-governador Roriz parece ter montado uma arquitetura maquiavélica que permitiu colocar pessoas historicamente bem próximas a ele em todas as chapas, menos, é claro, na do Psol. Veja só: Na chapa de Arruda estão suas filhas. Na chapa de Agnelo, Tadeu Filippelli que – apesar das aparentes ruptura – é uma pessoa bem próxima ao clã rorizista, tendo sido genro da cunhada de Roriz. Pitman também não é um estranho no ninho do caudilho do Planalto Central e, agora, Rosso, que foi administrador da Ceilândia e secretário de Desenvolvimento de Roriz está na coligação de Rollemberg.

Então, só o Psol é o novo nesta eleição e o único que não traz raízes do passado do Buriti. E a população, que busca mudanças-como demonstram as pesquisas, percebe isso e reconhece honestidade e competência em Toninho do Psol.

PR: Voce é um grande conhecedor do assunto “mobilidade urbana”. Na sua avaliação, o Expresso DF, as obras e mudanças das empresas de ônibus, promovidas pelo governador Agnelo estão no caminho certo?

O GDF insiste numa política rodoviarista que significa abrir rodovias e comprar ônibus. Isso só agrada às grandes construtoras e às empresas que operam os ônibus.

Agnelo abandonou as linhas 2 e 3 do metrô e não concluiu a linha 1 (rumo à Asa Norte, de um lado, e ao Setor O, na Ceilândia e em mais duas estações em Samambaia), embora tivesses R$ 2,2 bilhões repassados pelo governo federal. Também não levou à frente a implantação do VLT, que além de revitalizar a W.3, eliminaria os engarrafamentos naquela via. E para tudo isso tinha dinheiro do PAC da Mobilidade. Não fez por que não quis ou não teve competência técnica em fazê-lo;

A linha 2 do metro, que ligaria o Gama ao Plano Piloto, foi substituída por este expresso DF, que é a mesma tecnologia do Papa Fila usado nos anos 70 e que não resolveu o problema. É uma grande maquiagem do sistema de ônibus.

Qualquer estudante de mobilidade urbana sabe que para distâncias grandes, como são as de Gama e Santa Maria ao Plano Piloto, e quantidades de passageiros como os que se deslocam diariamente, que o transporte mais adequado é o metrô ou o trem. Em cada ônibus cabem 130 passageiros. Em cada composição de trem ou metrô são 1400. Ou seja, uma capacidade de transporte 11 vezes maior. Mas Agnelo insiste no rodoviarismo e agora começa a fazer o mesmo do lado norte da cidade, rumo a Sobradinho e Planaltina.

O transporte dos moradores de Santa Maria e Gama, bem como dos quase um milhão de moradores do Entorno Sul (Valparaiso, Luziânia, Jardim Ingá, Cidade Ocidental, Céu Azul, etc.) poderia ser resolvido com a transformação da linha da extinta Rede Ferroviária Federal em um trem regional. No Ceará, na região do Crato, isso foi feito. Mas aqui, parece que agrada aos governantes ver os trabalhadores e estudantes acordarem às 4 da manhã para, como sardinhas enlatadas se deslocarem ao Plano Piloto.

Essa linha ainda serviria de transporte para quem mora no Park Way, Metropolitana, Núcleo Bandeirante, Guará, SIA, Cidade do Automóvel, chegando à Rodoferroviária. No Guará poderia haver integração com a linha atual do metrô.

Seria um metrô para essas localidades a baixíssimo custo. Estimativas apontam que seriam necessários menos de R$ 200 milhões. Só a linha do BRT custou três vezes mais do que isso, para atender bem menos gente.

Nós do Psol queremos colocar Brasília literalmente nos trilhos. Retomar o projeto do VLT, não só na W.3, mas também em Taguatinga, concluir a linha 1 do metrô e dar início as outras linhas. A Linha 3, que vai da Ceilândia ao Gama, poderia começar com um trecho interligando a estação já existente em Samambaia ao balão que da entrada ao Recanto das Emas e ao Riacho Fundo 2. É um trecho de menos de 10 quilômetros que pode ser feito sobre a terra, trazendo um benefício grande a quem mora naquela região e desafogando a Estrada arque Núcleo Bandeirante.

O Psol analisa também a implantação do projeto da Sudeco que liga por trem regional Formosa a Goiânia. A execução deste projeto federal beneficiará diretamente os moradores de Planaltina, Sobradinho e Grande Colorado, acabando com os engarrafamentos infernais de todos os dias. Esta é uma maneira diferente de pensar em mobilidade urbana.

PR: Quais as suas principais bandeiras de campanha. E, uma vez eleito, em que causas e de que forma pretende atuar na CLDF?

Internamente à CLDF, a casa tem que ser mais transparentes e mais eficiente. A exemplo do GDF, é inadmissível a quantidade de auxiliares e cabos eleitorais que um deputado distrital pode contratar com dinheiro público. Isso não pode continuar assim.

A CLDF tem que ser mais ágil, produtiva, eficiente e se abrir para a participação cidadã.

Neste sentido, um passo importante para a transparência é retomar a TV Distrital. O contribuinte brasiliense tem que saber o que vota e como vota seu parlamentar.

Eu mesmo, se for eleito, pretendo colocar na internet, ao vivo e a cores, tudo o que se passa dentro do meu gabinete: quem entra, quem sai, quem está trabalhando, quem deixou só o paletó na cadeira e foi dar uma volta. Ética e transparência tem que prevalecer na ação parlamentar. Temos que criar mecanismos para a democracia direta. O cidadão, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, na Suíça e em tantos outros lugares, deve poder decidir, ele mesmo, o que quer: constrói estádio ou hospital. Coloca ônibus ou amplia o metrô autoriza a edificação em uma área ou se cria um parque.

No que se refere ao Distrito Federal e como brasiliense, meu compromisso maior é pela preservação da qualidade de vida do Brasiliense, mas não só o brasiliense do Plano Piloto, mas sim de todo o Distrito Federal.

Qualidade de vida significa meio-ambiente preservado. Não podemos sucumbir ao império da especulação imobiliária e deixar Brasília virar uma São Paulo, sem áreas verdes, poluída, uma selva de pedra. Brasília foi concebida como cidade parque e precisa continuar assim.

Qualidade de vida é mobilidade urbana com qualidade, como foi descrito na resposta anterior.

Qualidade de vida significa segurança pública. Que possamos caminhar pelas ruas sem medo de sermos mortos, assaltados ou vítimas de sequestros relâmpagos. Hoje, são dois homicídios e dois sequestros por dia, Significa poder deixar nossas crianças brincarem na quadra, sem medo da violência ou das drogas. Porque na Copa teve policial suficiente e no dia-a-dia não tem?

Qualidade de vida significa saúde pública de boa qualidade. Nascer, crescer e envelhecer com dignidade. Desta forma, como profissional que fez parte da equipe de implantação do projeto Saúde em Casa, na década de 90, defendo o retorno das equipes de saúde multidisciplinares para fazerem a prevenção e as ações básicas de saúde.

A política de construir UPAs não resolveu o problema da saúde do DF como prometeu fazer em 90 dias o governador Agnelo.

As filas diminuirão se o atendimento for domiciliar como já foi no passado. A cada mil famílias uma equipe com médicos, enfermeiros auxiliares e profissionais de odontologia.

Os centros de Saúde precisam ser revitalizados como segundo estágio do atendimento, para aqueles casos em que não for possível prevenir ou tratar e, por fim, as Policlínicas e Hospitais Regionais.

Na Educação, acredito ser necessária uma revitalização física e moral das escolas. É necessário maior incentivo aos professores. Nossas escolas estão sucateadas. Não há prazer no aluno em ir ao colégio.

Precisamos implantar o ensino integral. Para isso, defendo a criação em cada regional de estruturas de ensino, como as idealizadas por Anísio Teixeira, onde a garotada possa estudar idiomas, ter uma formação profissionalizante, ensino de arte e esporte e reforço escolar, dentre outras atividades.

Acho ainda que passou da hora de termos a Universidade Pública do Distrito Federal. A exemplo da Faculdade de Medicina, que nasceu das estruturas da secretaria de Saúde; creio que o mesmo pode acontecer em outras unidades do poder público. A Escola de Música pode evoluir para uma faculdade. Das fundações Zoológico e Jardim Botânico, cursos de veterinária, zootecnia, botânica, engenharia florestal, ou, então, das estruturas da secretaria de Agricultura, curso de agronomia, etc. Aos poucos teríamos um leque de cursos superiores, voltados à necessidade da Capital Federal.

Você dirá que sou um sonhador.
Sim, sou um sonhador e são meus sonhos que me movem.
Meu sonho maior é aquela Brasília sonhada por Juscelino, Lúcio Costa, Darcy Ribeiro.
Mas, o mais importante: tem dinheiro pra fazer tudo isso. No orçamento de 2015, serão mais de R$ 30 bilhões.
É dinheiro que não acaba mais. E se a máquina pública for enxugada, diminuído os cargos comissionados, acabando com os cabides de emprego, repensando a estrutura de governo de forma que ela seja mais eficiente, haverá ainda mais dinheiro.

Com prioridades certas e sem corrupção as coisas acontecem.

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