Foto de Jonas Pereira

Para mudar o cenário da mobilidade no DF, entidades da sociedade civil do Distrito Federal, dentre elas a Rodas da Paz, Movimento Nossa Brasília e a União dos Ciclistas do Brasil, elaboraram uma pauta-compromisso apontando propostas prioritárias que deverão ser assumidas como compromissos pelos candidatos que pretendam se posicionar verdadeiramente a favor da mobilidade sustentável na Capital Federal.

Segundo o diagnóstico elaborado pelas entidades e cidadãos envolvidos no projeto, tendo como base o Plano Diretor de Transporte Urbano do DF de 2011, a continuidade de investimentos no modelo rodoviarista de cidade, fará com que o Distrito Federal pare de vez em 2020. “Esse modelo, baseado na construção de túneis, viadutos e ampliações viárias, resulta no uso excessivo de automóvel, estimulado ainda mais pelo transporte público precário do DF” – alertam os líderes do movimento.

Uma Carta Compromisso, a ser submetida a todos os candidatos,independentemente de cargos disputados, foi elaborada com a participação de diversos movimentos, entidades e cidadãos, como uma contribuição para qualificar o debate eleitoral.

No texto há três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio do Buriti, e há também propostas endereçadas aos candidatos ao Legislativo Federal (Senado e Câmara dos Deputados) e aos candidatos a Deputados Distritais.

As três propostas prioritárias para os candidatos ao Palácio do Buriti são:

1. Inverter a atual prioridade dada aos meios de locomoção, estabelecendo metas de redução do percentual das viagens diárias feitas de carro ou moto, assegurando a fluidez preferencial aos pedestres, às bicicletas e ao transporte coletivo, reduzindo os espaços destinados ao uso individual do carro, vetando iniciativas como o projeto do estacionamento subterrâneo da Esplanada dos Ministérios. Tais medidas contribuem também para a redução da emissão de poluentes atmosféricos, que prejudicam a qualidade do ar, bem como de gases de efeitos estufa.

2. Reestruturar o modelo de gestão da política de mobilidade da área metropolitana, criando órgão gestor que coordene as instâncias e órgãos pertinentes para evitar a fragmentação das ações governamentais. Assegurar, ainda, o controle social das políticas públicas por meio de Conselho deliberativo com participação paritária da sociedade civil, que trate da formulação e avaliação de políticas e da transparência sobre sua gestão.

3. Desonerar gradativamente o usuário do transporte público coletivo do custeio do sistema de transporte, por meio da integração universal e irrestrita com financiamento não-tarifário do sistema, visando a futura implementação da tarifa zero.

Para conhecer a carta compromissos, clique aqui.

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