Por Luiz Martins da Silva

Viver época de partilha,

Dádivas soltas web afora.

É só lançar-se na rede

E se fartar de tesouros.

 

Rescaldo de outras ondas,

Beatles e Stones bem jovens.

Ou a concha do último self,

Cornucópia de narcisos.

 

Era um coreto art déco,

Numa infância nacarada.

Rey Charles gemia na tarde:

I can’t stop loving you.

 

E eu, que nunca parei,

Nem de amar, nem de ouvir,

Vivo à farta de imagens,

Melodias a curtir.

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