Poema no meio da semana: Serenidade

serenidadePor Ana Rossi

No final da tarde as horas se esvaem

brotam feito filamentos que caem

no final da tarde daquele dia, paz

entre o que vai e o que vem, fico

  

Serenidade bruta não existe

serenidade pura se lapida

entre o amanhecer de cada dia

e o escurecer de cada noite, sigo

 

e, assim, sem mais nem menos

sinto-me quieta, estranha-mente

quieta, com o coração em paz, vou

 

paz, que acalma tanta gente

e aquele final de tarde transita

na calmaria do que fui-sou, vou

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura. Bookmark o link permanente.

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