Na calada da Noite ana rossiPor Ana Rossi

na calada da noite, o texto flui de seu lugar inimagin-ável

imaginário que, também, foi o meu num dia tão longínquo

do qual não me lembro mais, um lugar onde estive e que

esqueci através de todos os esquecimentos. Memor-ável

 

lembranças que calam fundo no meu coração, ardem feito

chamas que desintegram as camadas mais duras do meu ser

e apareço como nuvem que sobrevoa o texto dileto, texto

amado, sempre querido, e tão inacessível, tão tão… longe

 

na calada da noite, a respiração me traz a paz que preciso

para escrever- traduzir, e a tradução aureolada sai de onde

ela nunca saiu, para migrar para um outro desconhecido

 

porque o desconhecido não está apenas no outro, desvendo

ele em mim, nos poros, e olho para ver bem dentro de mim,

preocupada em me desvendar e em não julgar ninguém

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