Poema no meio da semana: O mistério Frontenac

FrontenacPor Ana Rossi

dias que correm, dias sem piedade, a família reunida assim

vai… a mãe sozinha, viúva bem antes do tempo, envolvida por

suas crianças, ela vai, sobe a ladeira, desce às escondidas, e

suas crianças em torno dela aí permanecem, mortas de carinho

x

para com esta mãe que fica, escrava de si mesma, sua vida escoa

entre João Luis, Daniela, Maria, José e Yves, seus fillhos que

aí estão, tão jovens, tão bonitos, tão pequenos, tão quentes,

tão doces quando ainda é tempo, antes do voo, a vida continua,

x

as crianças crescem, e entre eles, Yves, que escreve, solitário,

linhas de criança, e que, depois de grande, se tornaram linhas

que querem ser reconhecidas; a mãe o acaricia, tão pequeno e

x

tão pequenino o seu filhinho, tremendo à noite, vendo até os

fantasmas, sombras de outrora voltam para visitá-lo antes dos

sete anos, e a mãe morreu, praticamente sozinha, todos partiram!

Anúncios

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s