Mais um elemento para temperar o momento eleitoral: local e federal.
A segurança pública, que já está nas principais preocupações da maioria dos brasilienses, deve ficar ainda mais precária no Distrito Federal. Convocados pelo Sindicado da Polícia Civil do Distrito Federal, os policiais civis do Distrito Federal decidiram paralisar suas atividades por 48 horas, a partir das 8h da próxima terça-feira (21). A categoria reivindica o reconhecimento em lei do nível superior para os cargos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

O governador Agnelo Queiroz encaminhou a mensagem 251/2014 – GDF ao governo federal. O documento sugere que a presidência elabore um projeto de lei, que entraria na pauta do Congresso Nacional em regime de urgência, para garantir o reconhecimento do nível superior para a carreira da PCDF, em especial os cargos de agente de polícia, escrivão, papiloscopista e agente penitenciário.

Há 18 anos, a categoria busca a conquista e “mesmo com a exigência do diploma de nível superior para entrar na Polícia Civil, os cargos e as carreiras não são reconhecidos como tal, pois falta a regulamentação”, explica o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco.

Outra demanda é a ampliação do atual quadro de profissionais. Atualmente, o DF enfrenta um déficit em todos os cargos da Polícia Civil. O governo federal, pela lei 12.803/2013, autorizou a criação de vagas. Contudo, o último concurso público realizado em 2013 não as contempla. Dos 1.122 aprovados, 500, que já fizeram o curso de formação, ainda aguardam a nomeação.

Os policiais pretendem pressionar o governo federal por meio de um ato público, travestido de assembleia, na terça-feira (21) a partir das 14h30 em frente ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), na Esplanada dos Ministérios. Caso as demandas não sejam atendidas, o Sinpol cogita a idéia de ampliar a duração da greve.

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