Por Luiz Martins da Silva

 

O meio do mato é um lugar,

De se deslindar de um self

E se tirar outro selfie, retrato

Para nova identidade, vegetal.

 

O meio do mar é um não-lugar,

De se largar, umidade absoluta,

De esperar convicto feito Jonas

Por uma baleia-passaporte.

 

O topo do Everest é o mínimo

Que se pode sonhar a Leste,

Acrópole de vidro e neblina,

E um anjo gélido por testemunha.

 

Não se pode ao mesmo tempo ser e estar

No cruzamento do meio da Capital,

E ser perdoado de todos os pecados,

A não ser de olhos fechados, sob flamboyant.

 

Flores hão de cair sobre todas as lápides,

Extenuando de horas extras um batalhão de garis,

Que estarão de plantão, mesmo sendo Natal,

Sob chuvisco açucarado de montanhas azuis.

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