Por Luiz Martins da Silva

 

Cenas de tevê revisitam

As mães no deslizamento:

‘Vejo, igual fosse hoje,

Minha filha na enchente’.

 

O mesmo pai, vidas secas,

Envelhece na entrevista,

De tanta espera de um rio

Que em desvão se desviou.

 

Tanto rosto, tanto pranto,

Via sacra dos enfermos.

O pronto socorro ao léu

De médico e medicamento.

 

Senhor Deus e todo santo,

Valias de tanta gente,

Velai por uma nesga de céu,

Tantos mártires, no presente.

 

A dor que deveras sentes,

Do teu próximo na tevê,

São cenas de todo o sempre

A não se cumprir o dever.

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