Poema no meio da semana: Catatau, para Paulo Leminski

catatau-1Por Ana Rossi

 

Interrogando a natureza,

segue Catatau,

em sua heterogeneidade,

em seus desencantos,

em suas polissemias,

em seus gastares

e gostares

do nosso Brasil

X

Indagando Renato Cartésius,

René Descartes,

segue este catatau

com a fauna a descoberto,

com a flora em transe,

dentro do florão da língua brasileira

sempre em construção

X

Esperando o polonês

Arciszewski

junto às descordenadas artesianas,

e dos quinze pontos nos iis,

catatau segue,

estruturando visões

X

A espera fica,

qual em Beckett,

espera-se Godot,

e nessa espera,

vamos observando

nossas geminianas idéias

pela fala densa

que não respeita

nem pontuação.

X

Seguimos com as metáforas,

expressões idiomáticas,

que constróem nosso ser social

que chamamos de Brasil

nesse catatau

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura. Bookmark o link permanente.

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