TVPoema de Luiz Martins da Silva. Ilustração de TT Catalão

 

I

Nas manhãs do mundo,

Não há o que ver,

Para além das tevês,

Depredados ícones.

 

II

Mas, rever na telinha

Ídolos vespertinos,

Nunca será tarde,

Para alguma estrela.

 

III

Quando o astro se põe,

Pode haver pelos,

Já entreabertos,

Molhação de novelos.

 

IV

Novas novelas das seis,

Haja imaginação,

Tipo exportação,

Jantar de lágrimas.

 

V

Padrão global de trair,

Provas de DNA,

Quem será filho de quem?

Sofrer de lugar comum.

 

VI

Finalmente, às dez,

No império do mal,

Nada há em família

Senão vilania.

 

VII

Moral da história,

Uma vida improvável,

De educação moral,

Vote no vilão, brother!

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