2) Alcântara dez 2013 (167)

Texto de Marcos Terena. Foto de Chico Sant’Anna.

 

Quando o colonizador aqui chegou, cansado, suado, molhado e sujo, nas costas brasileiras, talvez tenha respirado um ar “selvagem” como é o espírito da Mãe Terra… Um lugar jamais visto por aqueles aventureiros e seus barcos de trocas…

Hoje, o mundo moderno prevê que os últimos paraísos com tais sintomas estão concentrados nos territórios das primeiras Nações, os Povos Indígenas.

O Brasil e todos os 200 milhões de pessoas deveriam pensar no que “restou” e no que vai restar para as futuras gerações….. Inclusive, o novo Congresso Nacional e suas ambições ou ideais.

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Lembro quando minha professora de História contava a história daquele caçador, acho que era um dos Caramuru… quando ele “inteligentemente” colocou fogo na cachaça e os indígenas, que não conheciam aquilo pensavam que era água… Uma ameaça que não valia ouro e nem pedras preciosas…

Naquele tempo nossos ancestrais já sabiam o valor da água, dos rios e das fontes…

Qual a criança do colonizador que tem aprendido algo assim???

Este ano, o Grande Espírito mostrou isso aos paulistas, mineiros e kari-ocas…. Todos, governo e sociedade, levaram um susto… As águas começaram a secar… a chuva não dava conta… e as torneiras dos grandes centros não traziam mais a água…

Em Novembro, vamos debater isso com os Povos Indígenas e nossa ciência, na COP 21, em Paris… em nome dos Câmbios Climáticos. Mas, até lá, é bom pensar que não podemos deixar de tomar banho, tomar café, tereré, suco, água… mas também nossos animais e nossas plantas.

Água é Vida!

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