Por Luiz Martins da Silva

A buraqueira,
De eira e beira,
Tira plantão,
Trocando de pé.

A Joana de barro,
Da argila às migas,
Calcula a estação
De acordo com o vento.

Cerrado, cerradão,
Sertões e veredas,
Verdade se diga,
A fauna é materna.

Já era tempo
De a sabiá
De tanto assoviar
De cor a parlenda.

A raposa do Ártico,
Freezers secretos,
Guarda os sortidos
De um inverno infinito.

Quanto à beija-flor,
Bem sabe o sabor,
De toda uma vida
Ao ninho escondido.

A Dona Erundina,
Só ela e uma freira,
Gerações de meninas
Nascidas na estrada.

Mães das mães,
As nossas Marias,
São Santas Senhoras
De todos os dias.

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