África

Por Ana Rossi

Nas noites de lua cheia, noite aberta,

luar profundo, lua cheia, os dois olhinhos

de Naiá olham a imensidão escura d’água,

lua Jaci ! oh meu lindo luar enluarado !

 

Naquele dia, o olhar de Naiá era tão intenso

que, mais de perto, ela quis ir, mais perto ela

quis ver o brilho do luar de Jaci, tão prateado,

tão mágico, e, sem hesitar, mergulhou fundo!

 

Pluf ! e lá se foi ela, deslizando suavemente entre

as águas, sumindo dentro dos véus d’agua, e não

 voltou nunca mais à superfícia imensamente branda

 

tempos depois deste pular, Jaci voltou ao lugar

e quis que das águas, voltasse de novo da imensidão

escura das águas, Naia, a vitória-régia, estrela d’água

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