Por Luiz Martins da Silva

Tardes, quase crepúsculos.

A cidade tinha um coreto

(hoje, mudo, mas, ainda está).

As pessoas circundavam.

Olhares, sorrisos ambulantes.

 

Antes da Hora do Angelus

(Ave Maria de Schubert)

E até A Voz do Brasil,

Dedicatórias autofalantes:

Com amizade e consideração.

 

Ray Charles era um dos gemedores:

I can’t stop lovin you.

Mas, o twist já insistia novidades,

Requebros desfazendo sobrancelhos.

As saias já se iam encurtando.

 

Crônicas tardias dão conta

De que muitos ainda vinil

E até casados de novo.

Hoje, um Brasil-saudade.

Álbum verde-amarelo, ocre.

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